quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Infodiet - 12/09/2012



Principais notícias do dia sobre diabetes e saúde no Brasil e no mundo

 Diabetes: medir a glicose sem picadas de agulha
Picar o dedo diariamente é um gesto, muitas vezes doloroso, que faz parte da rotina de muitos doentes com diabetes. Porém, um grupo de investigadores do Instituto Fraunhofer desenvolveu um biossensor que poderá alterar esta realidade ao ser capaz de medir os níveis de glicose através do suor ou das lágrimas, avança o portal Boas Notícias.
O biossensor em questão, criados por engenheiros alemães, contém um pequeno "chip" que combina medição e análise digital e pode ser ligado a um dispositivo móvel. De acordo com comunicado do instituto, a inovação poderá fazer com que, brevemente, os diabéticos possam deixar de parte a única alternativa disponível até ao momento que, além de ser "uma agonia" para os pacientes mais sensíveis, pode causar inflamações e problemas na pele.
O novo biossensor, incorporado no organismo do paciente, efectua as medições necessárias por meio do suor ou das lágrimas, graças a uma reacção electroquímica activada com o auxílio de uma enzima, o que permite a o cálculo exacto e contínuo dos níveis de glicose. Além disso, adiantam os investigadores, tem dimensões minúsculas (0.5 por 2.0 milímetros) e consome muito menos energia do que outros dispositivos idênticos anteriores, escreve o Boas Notícias.
"O biossensor até tem um conversor de sinal analógico para digital, que converte os sinais electroquímicos para dados digitais", explica Tom Zimmermann, do Fraunhofer. Depois, o aparelho transmite essas informações através de um sistema sem fios, fazendo-as chegar, por exemplo, ao telemóvel do paciente, e mantendo-o sempre em alerta.
Segundo os seus criadores, estas técnicas de medição não-invasivas poderão tornar-se a alternativa mais comum no futuro. Além disso, antevêem, o "biochip" poderá vir a controlar até outro dispositivo que, com base nos valores da glicose, indicará a quantidade exacta de insulina que deve ser administrada, livrando, para sempre, os diabéticos das incómodas picadas da agulha.

 
Encontro gratuito e aberto ao público de orientações gerais sobre o diabetes do tipo 2

Estão abertas as inscrições para o encontro de orientação para pacientes diabéticos que os profissionais do Centro de Diabetes Curitiba (CDC) promovem neste sábado (15/09), das 08h30 às 11h30, no auditório do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. Os pacientes contarão com orientações de médicos e de nutricionistas do CDC, que darão orientações gerais sobre o diabetes tipo 2, cuidados, dicas de alimentação e novos tratamentos.

A reunião será aberta ao público e as inscrições podem ser feitas na recepção do Centro de Diabetes Curitiba, localizado dentro do Hospital Nossa Senhora das Graças, ou pelos telefones (41) 3023-1252 e (41) 8504-2937. A inscrição é gratuita. Estes encontros serão mensais e acontecerão até novembro.

Sobre o Centro de Diabetes Curitiba

O Centro de Diabetes Curitiba foi criado em 1999 e usou como modelo o International Diabetes Center de Minneapolis, nos Estados Unidos. Tem como sócios os endocrinologistas André Vianna, Andressa Leitão, Claudio Lacerda, Edgard Niclewicz, Luciana Pechmann e Mauro Scharf. Localizado dentro do Hospital Nossa Senhora das Graças, o Centro de Diabetes Curitiba oferece atendimento multidisciplinar e conta com uma equipe de médicos especializados, além de realizar pesquisas clínicas e estudos científicos em níveis nacional e internacional. Mais informações no site www.centrodediabetescuritiba.com.br



Pesquisa: latinos são mais vulneráveis a diabetes tipo 2

Os latinos são mais vulneráveis do que os brancos e os negros a armazenar gordura no pâncreas e, assim, a produzir menos insulina, o que os torna mais propensos a sofrer de diabetes tipo 2, alertou um estudo. "A prevenção do diabetes é o nosso objetivo", afirmou Richard Bergman, diretor do Instituto do Coração Cedars-Sinai, em Los Angeles, e principal autor da pesquisa, publicada nesta terça-feira na revista especializada Diabetes Care.
"Nem todos os que têm sobrepeso ou são obesos desenvolvem diabetes, nem todos têm resistência à insulina. Se pudermos determinar quem é mais propenso a desenvolver diabetes e por que, podemos avançar na prevenção", acrescentou. O estudo comparou 100 indivíduos brancos, negros e latinos por volta dos 39 anos, de ambos os sexos, com um sobrepeso similar e que compartilham os mesmos sintomas pré-diabéticos.

Se não for controlado, o diabetes tipo 2 pode provocar graves problemas médicos, inclusive doenças do coração, problemas renais, amputações e cegueira. Em geral, é associado ao sobrepeso e causado porque a insulina não consegue metabolizar o nível de açúcar no sangue.
"Alguns indivíduos podem ser resistentes à insulina, mas não desenvolvem diabetes porque o pâncreas consegue compensar secretando mais hormônio. Em outros, o pâncreas não consegue compensar a insulina, razão pela qual têm risco maior de diabetes tipo 2", explicou o Cedars-Sinai em um comunicado.

O diabetes, sétima causa de morte nos Estados Unidos, afeta a 25,8 milhões de pessoas no país e calcula-se que 79 milhões de americanos sejam pré-diabéticos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

Fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias
 
Novas técnicas abrem possibilidade de transplante de medula óssea em idosos

Mudança do perfil do transplantado se deve à descoberta de novas drogas e à evolução de técnicas médicas de outras instâncias para fazer os assentamentos

A descoberta de novas drogas e a evolução de técnicas médicas têm mudado o perfil dos pacientes que recebem transplante de medula óssea de doador – aparentado ou não. Há 15 anos, por conta dos riscos, pessoas com mais de 55 anos não eram submetidas ao procedimento. Hoje, hospitais particulares e universitários já fazem o transplante naqueles com mais de 70 anos. A mudança no perfil do transplantado foi um dos temas do 16.º Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO), no mês passado.
Dois estudos recentes dão esperanças às pessoas com mais de 70 anos que precisam de transplante de medula óssea de um doador, os chamados transplantes alogênicos. Um deles foi o levantamento feito pelo Registro Internacional de Transplante de Medula Óssea (CIBMTR, na sigla em inglês), com base em outras pesquisas, que encontrou resultados similares em pacientes jovens e idosos para o chamado transplante não mieloablativo – isso quer dizer que a medula óssea do paciente não precisou ser bombardeada por altas doses de radioterapia ou químio.

“Os médicos chegaram à conclusão de que nem sempre é necessário. Pode-se dar menor dose de químio ou de rádio, só para permitir que a célula do doador seja enxertada no paciente. Essa célula é capaz de fazer algumas reações imunológicas e lutar contra a doença, como, por exemplo, a leucemia”, explica Nelson Hamershlack, hemoterapeuta do Hospital Israelita Albert Einstein e sócio fundador da SBMTO.
Essa é uma das técnicas utilizadas no Hospital Universitário da Unicamp. “Ela reduz de maneira importante a toxicidade do procedimento. É uma técnica consolidada no mundo inteiro e no Brasil e permitiu que pessoas mais combalidas fizessem o transplante”, afirma o onco-hematologista Carmino Antonio de Souza, presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).
Outro estudo foi feito em parceria pelo MD Anderson Cancer Center, no Texas, e o Einstein. Nesse caso, foram analisados 79 pacientes, com idades entre 55 e 76 anos, que tiveram a medula suprimida (transplante mieloablativo) com medicamentos mais modernos e menos tóxicos. “Esse estudo mostrou que em pacientes sem doenças associadas, como diabetes, hipertensão, cardiopatias, os resultados também foram semelhantes aos dos mais jovens”, aponta Hamershlack. Dos pacientes, 71% tiveram remissão completa.
Expansão. Para o médico, os dois estudos “documentam” que o transplante alogênico é possível em pacientes mais velhos, dependendo do tipo de doença e a condição física. “Nosso pleito ao Ministério da Saúde é de expandir a idade dos pacientes. Há um envelhecimento da população por causa da melhor qualidade de vida. Nessa idade mais avançada, doenças como leucemia e síndrome mielodisplásica são mais prevalentes”, afirma o médico. “A SBTMO já chegou a um consenso. Há possibilidade de expandir a idade do paciente, em vez de privá-lo dessa solução terapêutica importante.”
Hoje, a portaria ministerial estabelece que o Sistema Único de Saúde (SUS) reembolsa gastos com transplantes autólogos (em que são usadas as células-tronco do próprio paciente) em pessoas com até 75 anos; transplante de doador aparentado, com supressão da medula, para aqueles com até 65, e até 60 anos para transplante com doador não aparentado.
“Uma regra dessa acabaria com a possibilidade de o meu pai nascer de novo”, resume o advogado Diego Nicolau Rodriguez, de 29 anos, filho do cirurgião cardiovascular Antonio Rodriguez Souza, de 74 anos, que recebeu a infusão de células-tronco da irmã, de 82, no mês passado.
O médico, que sofria de mielodisplasia – mal funcionamento da medula óssea, que leva à produção inadequada das células sanguíneas –, passou pelo procedimento no Einstein, em 1.º de agosto. Durante mais de ano, Souza foi tratado com medicamentos e transfusões de sangue, até que o estado de saúde se agravou e o transplante se tornou a única alternativa.
“Foi traumático, mas foi um sucesso. Mostra que uma pessoa mais velha pode tanto ser doadora como receptora. Meu pai já não tinha chance nenhuma. Agora, poderá ver o casamento da minha irmã, daqui a seis meses.”

Felicidade e otimismo reduzem o risco de doenças cardíacas
Pessoas felizes e otimistas enfrentam menos risco de sofrer doenças cardíacas e derrames, segundo uma pesquisa da Harvard School of Public Health. A pesquisa foi produzida a partir de mais de 200 estudos e divulgada na publicação especializada Psychological Bulletin.
Cientistas acreditam que um senso de bem-estar pode reduzir fatores de risco que induzem a doenças cardíacas, como alta pressão sanguínea e colesterol elevado. Fatores como estresse e depressão já tinham sido relacionados a doenças cardíacas.

Os pesquisadores do Harvard School of Public Health analisaram estudos médicos variados que traziam registros sobre bem estar psicológico e boa saúde cardiovascular.
O cruzamento de dados revelou que fatores como otimismo, satisfação com a vida e felicidade pareceram estar associados a uma redução no risco de doenças cardíacas e circulatórias, independentemente da idade e status sócio-econômico de uma pessoa, de seu peso e se ela é ou não fumante.

O risco de doença, mostrou o estudo, é 50% menor entre pessoas otimistas, mas a pesquisadora-sênior do Harvard School of Public Health, Julia Boehm, afirma que a pesquisa apenas sugere uma ligação e não representa uma prova de que fatores ligados ao bem estar possam atuar para prevenir doenças cardíacas.
Hábitos saudáveis
Não apenas é difícil medir de forma objetiva o bem estar, como outros fatores que ameaçam a saúde, como colesterol e diabetes, pesam mais quando se trata de reduzir o risco de doenças.
Os participantes da pesquisa que se mostraram mais otimistas também seguiam hábitos mais saudáveis, como se exercitar mais e seguir uma dieta balanceada, fatores que podem exercer influência na prevenção de doenças.
A maior parte de estudos anteriores sobre humor e doenças cardíacas se centrou em fatores como estresse e ansiedade, mas não em felicidade e otimismo.
Maureen Talbot, enfermeira cardíaca sênior do principal instituto britânico especializado em doenças do coração, a British Heart Foundation, disse: "A associação entre doenças cardíacas e saúde mental é muito complexa e ainda não totalmente compreendida''.
"Embora este estudo não tenha olhado para os efeitos do estresse, ele confirma o que já sabíamos, que o bem-estar psicológico compõe uma parte importante de se ter um estilo de vida saudável, assim como permanecer ativo e manter uma alimentação saudável.''
"Ele também destaca a necessidade de que profissionais de saúde ofereçam uma abordagem completa do cuidado médico ao paciente, levando em conta seu estado de saúde mental e o monitoramento dos efeitos desse estado mental sobre a saúde física da pessoa", acrescentou.
''Ainda que este estudo não tenha analisado os efeitos do estresse, ele confirma o que sabíamos, que o bem estar psicológico é uma parte importante de se ter um estilo de vida saudável, assim como se manter ativo e comer de forma saudável. Ele também salienta a necessidade de que profissionais da área de saúde forneçam um tratamento holístico em relação à saúde de uma pessoa, levando em conta a saúde mental do paciente e monitorando os seus efeitos sobre sua saúde', afirmou Talbot. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte: Estadão

ESSA NOTÍCIA É DO DIA 29/08/2012, MAS É IMPORTANTE!!!
Planos devem dar remédios a pacientes crônicos, diz ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai incentivar os planos de saúde a fornecer medicamentos para pacientes crônicos. A intenção da medida é garantir o tratamento para as doenças que mais atingem a população, como diabetes, asma brônquica e hipertensão, e evitar agravamentos provocados pela falta dos remédios ou pela interrupção da medicação. As operadoras poderão repassar os custos para as mensalidades.
Além de oferecer medicamentos, a agência quer criar mecanismo de acompanhamento do paciente depois de intercorrência ou internação. "É preciso fazer com que pessoa tome a medicação de maneira correta. É uma medida extremamente eficaz para diminuir complicações e para que tenham vida mais longa e com mais saúde", explica Martha Oliveira, gerente geral de Regulação Assistencial da ANS.
A ANS anunciou nesta quarta-feira a abertura de consulta pública a fim de receber propostas para o novo benefício. Por lei, a agência não pode obrigar os planos a oferecerem medicamento domiciliar. A intenção é incentivar a adoção da prática pelos planos de saúde - o que pode ser feito por incentivo financeiro e não financeiro. A proposta não foi detalhada pela ANS.

Os planos individuais teriam de oferecer ao menos medicamentos para seis doenças - diabetes, asma brônquica, doença pulmonar obstrutiva crônica - DPOC, hipertensão, insuficiência coronariana e insuficiência cardíaca congestiva. Já para os planos coletivos vale a livre negociação.
Durante 30 dias, entre 4 de setembro a 3 de outubro, a agência recebe sugestões para a consulta pública. O site é www. ans.gov.br, em "Participação da Sociedade/Consulta Pública".

Câncer

A proposta da ANS não abrange a quimioterapia domiciliar. A obrigatoriedade do fornecimento desse tipo de medicamento já está sendo tratada em projeto de lei, que tramita no Congresso. "A ANS concorda totalmente com a lógica da medicação oral para câncer ser fornecida pelo plano de saúde. A medicação para câncer vem evoluindo e a quimioterapia vem deixando de ser venosa para ser ora", afirma Martha. O fornecimento de quimioterapia oral pelos planos tem sido conquistado na Justiça.
Planos

A Federação Nacional de Saúde Suplementar, que representa 15 grupos empresariais, responsáveis por 36,6% dos beneficiários, lembrou em nota que "o oferecimento e formatação desse produto é uma decisão estratégia e comercial de cada empresa". "Experiências internacionais, conforme análise feita pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) baseada em artigos científicos publicados em revistas especializadas dos EUA, apontam tendência de crescimento na despesa com medicamentos. Até porque esses estudos não são conclusivos quanto aos benefícios sobre a saúde de contratantes de planos de saúde", diz a nota divulgada.

 
Casca de banana verde é a farinha da vez

Pessoas com alteração metabólica são mais beneficiadas com composto, que pode reduzir a pressão arterial, diz estudo da Federal de Viçosa. No entanto, perda de peso, uma das promessas, não foi verificada

O uso de produtos como ração humana, óleo de coco e uma vasta lista de pós feitos à base de frutas vêm ganhando espaço entre consumidores interessados em perder peso. A farinha de casca de banana verde está entre eles e, com o reforço de uma propaganda que ressalta poderes quase milagrosos no quesito enxugar medidas, caiu no gosto de quem enfrenta problemas com a balança.

A comercialização do produto como pó emagrecedor levou pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) a desenvolver um estudo com a farinha. “Em função da composição nutricional das frutas e o importante papel que as mesmas exercem na redução de riscos para diversas patologias, supõe-se que as farinhas dessas frutas também exerçam tais efeitos”, explica Luís Fernando de Sousa Moraes, pesquisador do Departamento de Nutrição e Saúde da UFV.
Segundo ele, além da perda de peso, outros possíveis benefícios, como redução da fome, o controle da glicemia, a melhora da função intestinal e do perfil lipídico, retardo do envelhecimento, prevenção do câncer e cardiopatias são atribuídos às farinhas. Entretanto, na visão dos especialistas, faltam estudos científicos relacionados aos efeitos em humanos. “Decidimos desenvolver a pesquisa com a farinha de banana verde. Como ela está se tornando popular, é fundamental esclarecer os efeitos desse alimento para a saúde”, diz.

No estudo, foram avaliados quesitos como perda de peso, melhoria na composição corporal e do perfil bioquímico em mulheres adultas com excesso de peso. De 40 voluntárias inicialmente recrutadas, 25 concluíram a pesquisa. Os resultados serão publicados na revista científica Diabetology and Metabolic Syndrome.

Depois de 45 dias de consumo, as voluntárias foram reavaliadas e os pesquisadores constataram que a ingestão diária da farinha de banana verde não provocou alteração no peso e na composição corporal das mulheres. Foi observado, entretanto, redução do perímetro do quadril e consequente aumento da relação cintura-quadril.

Considerando que a resposta ao consumo pudesse ser variável em função do estado metabólico das voluntárias, elas foram divididas em dois grupos: com e sem síndrome metabólica – caracterizada pela associação de fatores de risco para as doenças cardiovasculares, vasculares periféricas e diabetes. Segundo Luís, no grupo com síndrome, além de redução no perímetro do quadril e aumento da relação cintura-quadril, observou-se redução da pressão arterial sistólica (aquela que tem o maior valor verificado durante a aferição de pressão arterial. Exemplo: 120x80; onde 120 refere-se à pressão arterial sistólica e 80 refere-se à pressão arterial diastólica, ambas medidas em milímetros de mercúrio – mmHg).
Já no grupo sem síndrome metabólica, nenhum parâmetro antropométrico e de composição corporal apresentou alteração significativa depois do período de intervenção. “Isso sugere que mulheres com anormalidades metabólicas apresentem resposta mais acentuada ao consumo da farinha de banana verde quando comparadas a mulheres que, embora com excesso de peso, ainda não desenvolveram a síndrome. Possivelmente, um maior benefício do consumo da farinha de banana verde é esperado no primeiro grupo”, ressalta Luís. Com relação aos parâmetros bioquímicos, o grupo com a síndrome apresentou uma redução significativa nos níveis de glicose quando comparado ao grupo sem a síndrome metabólica.

EMAGRECIMENTO Mesmo sem interferir diretamente na perda de peso e na melhoria da composição corporal, a análise nutricional da farinha de banana verde permite afirmar que seu consumo pode ser um aliado da boa saúde. Alguns dos benefícios estão relacionados ao elevado teor de amido total (73,45%), amido resistente (17,5%) e conteúdo de fibras (cerca de 14,5%) do produto. Segundo a nutricionista Fabiane Quintino Campos, as fibras são um componente funcional e estão relacionadas ao aumento da saciedade, melhor funcionamento do intestino e menor absorção de gordura pelo organismo.

Fabiane explica que a banana é uma fruta rica em vitaminas A e C. Além disso, tem boas quantidades de triptofano, uma substância que aumenta a secreção de serotonina (mesmo hormônio liberado quando consumimos chocolate), que aumenta a sensação de prazer e bem-estar. Quando o fruto ainda está verde, tem a vantagem de não apresentar sacarose (açúcar presente no fruto maduro). A casca verde é rica em amido resistente, a substância associada à redução dos níveis de glicemia no sangue.

Quando esse amido entra no nosso organismo, segundo a nutricionista, ele passa direto pelo intestino delgado e, quando chega no intestino grosso, vira alimento das bactérias que naturalmente vivem ali. É nesse momento que os benefícios começam, pois esstas bactérias, depois de digerir o amido resistente, produzem substâncias que são benéficas para o nosso organismo e que ajudam a prevenir várias doenças, como câncer e o diabetes. “Foi observado que o seu uso diminui os valores da glicose significativamente, inclusive em pessoas que já são diabéticas.”

De acordo com os resultados da pesquisa da UFV, o consumo de 20 gramas de farinha de banana verde diariamente reduziu a glicemia de jejum das voluntárias com síndrome metabólica. Para Luís Fernando, esse efeito pode estar relacionado ao baixo índice glicêmico (cerca de 15,3) da farinha em questão.

A farinha de banana verde é fonte rica de potássio, fósforo, magnésio, cobre, manganês e zinco, podendo também substituir outras carboidratos por oferecer maior conteúdo nutricional que os demais tipos de farinhas existentes no mercado. É uma alternativa mais saudável ao consumo de pães e bolos ou, no mínimo, pode substituir a farinha branca em diversas preparações, garantindo mais fibras e nutrientes às refeições.

Segundo Luís Fernando, quando utilizada em substituição parcial à farinha de trigo para produção de biscoitos, a farinha de banana verde não altera as características sensoriais desse alimento, que tem boa aceitação em diferentes faixas etárias. “Issto sugere que a farinha de banana verde pode ser usada como matéria-prima de enriquecimento nutricional de alimentos, contribuindo para reduzir o índice glicêmico (IG) das refeições e melhorando a diversidade das preparações para pacientes que necessitam excluir a farinha de trigo da alimentação, como por exemplo, os portadores da doença celíaca.”

Como fazer em casa


Selecione a quantidade de banana verde (de qualquer variedade) a ser produzida. Escalde as bananas em água fervente, para tirar impurezas. Dois minutos são suficientes. Descasque a banana e corte as cascas em tiras. Coloque-as em um tabuleiro, arrumadas lado a lado. Leve ao forno e deixe torrar até ficarem bem quebradiças e esfarinhando na mão (ATENÇÃO: o forno não pode estar muito quente, caso contrário, as cascas queimarão). Passe em uma máquina de moer ou leve ao liquidificador e depois passe em uma peneira fina. Está pronta para ser consumida.
Como consumir a farinha

Pode ser usada sobre alimentos prontos misturada a sucos; substituir farinhas tradicionais em preparações como bolos e biscoitos. A receita abaixo é uma opção:
Bolo de farinha de banana verde (sem glúten e sem lactose)

1 ovo grande caipira ou orgânico
¼ de xícara de açúcar mascavo
1 xícara de farinha de banana verde
1 xícara de farinha de arroz
1 xícara de leite de soja
¼ de xícara de óleo de canola ou de soja
1 colher de sopa de fermento em pó
3 bananas picadas em forma de rodela

Modo de preparo
Bata o ovo com o açúcar, acrescente o óleo e misture bem. Em seguida, acrescente o leite e as farinhas. Bata por 3 minutos até ficar homogêneo. Após bater bem, acrescente o fermento em pó. Bata por mais 2 minutos. Coloque numa forma untada com óleo de canola ou de soja, adicione a massa, acrescente por cima as rodelas de banana e asse até dourar.
Composição nutricional
Em 20 gramas de farinha de banana verde, a quantidade usada na pesquisa da Universidade Federal de Viçosa, são encontrados:
62 calorias
13 gramas de carboidratos
0,9 gramas de proteínas
3 gramas de fibra alimentar
22 miligramas de magnésio

Compare

O índice glicêmico (IG) da farinha de banana verde é 15,3 sendo classificada como alimento de baixo IG (menor que 55)

Outros alimentos de IG baixo:
iogurte desnatado 36
brócolis 20

Alimentos de IG médio:
banana 62
pêssego60
laranja 62

Alimentos com IG alto:
pão de forma 70
beterraba 88
mamão 100

 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Infodiet - Clipping diário sobre diabetes

Pessoal, como sou da área de comunicação e respiro diabetes quase o dia todo estava sentindo falta de um meio que reunisse todas as informações do dia-dia sobre diabetes em um só lugar, me deu a louca e criei o Infodiet - O nosso clipping diário com notícias sobre diabetes.
A princípio é so um clipping, mas futuramente to pensando em fazer um jornalzinho com novidades sobre dm, depoimentos, receitas...
Espero que gostem e seja útil!!!
Críticas e sugestões são bem vindas
 
Info1 11/09/12
Clipping é o acompanhamento e registro de todas as matérias divulgadas em veículos impressos e virtuais a respeito de um determinado assunto. Aqui vamos falar sobre diabetes e tudo que está relacionado à saúde em geral.
O objetivo do INFODIET é fazer uma fonte de análise e organização das matérias jornalísticas diárias relacionadas ao diabetes.
 
Centro de Diabetes Curitiba promove reunião científica com um dos maiores especialistas em termografia do Brasil
Acontece nesta terça-feira (11/09), a partir das 11h30, o encontro científico sobre "Termografia no Diabetes", realizado pelo Centro de Diabetes Curitiba. A apresentação será coordenada por Marcos Leal Brioschi, pós-Doutor em Medicina pela USP e responsável pelo serviço de termografia do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo.
A termometria cutânea infravermelha de alta sensibilidade não exige contato físico com o paciente, não é invasiva e não requer contraste. Os resultados do exame possibilitam determinar o funcionamento do sistema vascular, do sistema nervoso, do sistema músculo-esquelético, de processos inflamatórios e das condições dermatológicas, endócrinas e oncológicas. O exame permite avaliar o prognóstico clínico e, consequentemente, resolver mais objetivamente as questões médicas. No caso de diabéticos, a termometria é usada principalmente para analisar lesões vasculares orgânicas e para avaliar a compensação ou não da circulação periférica. Alguns estudos já mostraram que a diminuição térmica é relacionada com a duração do diabetes e com um pobre controle da glicemia.
A reunião científica promovida pelo Centro de Diabetes Curitiba é destinada a médicos, a médicos residentes e a acadêmicos. A reunião acontece todas as terças-feiras, no Centro de Estudos do Hospital Nossa Senhora das Graças, 3.º andar.
Sobre o Centro de Diabetes Curitiba
O Centro de Diabetes Curitiba foi criado em 1999 e usou como modelo o International Diabetes Center de Minneapolis, nos Estados Unidos. Tem como sócios os endocrinologistas André Vianna, Andressa Leitão, Claudio Lacerda, Edgard Niclewicz, Luciana Pechmann e Mauro Scharf. Localizado dentro do Hospital Nossa Senhora das Graças, o Centro de Diabetes Curitiba oferece atendimento multidisciplinar e conta com uma equipe de médicos especializados, além de realizar pesquisas clínicas e estudos científicos em níveis nacional e internacional.
 
Português inventa gel para tratar feridas crônicas
Lino Ferreira, um investigador da Universidade de Coimbra, acaba de patentear um gel criado através de células estaminais do sangue do cordão umbilical que trata de forma mais eficaz as feridas crónicas, com principal destaque para os doentes diabéticos.

Em parceria com a empresa Crioestaminal, o cientista, de 41 anos, começou a desenvolver esta tecnologia em 2009 com uma equipa de seis elementos no Centro de Neurociências e Biologia Celular, no Biocant Park, parque de Biotecnologia de Cantanhede.

O problema das feridas crónicas afeta cerca de 150 mil doentes diabéticos em Portugal. A grande dificuldade dos diabéticos no tratamento destas feridas é sua a difícil cicatrização, calculando-se que 15% destes doentes tenham ulcerações no pé que não cicatrizam.

Em entrevista ao jornal Ciência Hoje, o investigador explica que o gel resulta da combinação de três componentes que representam uma resposta mais eficaz para o tratamento de feridas crónicas.

“A novidade é a conjugação de três componentes: a utilização de células estaminais que são isoladas do sangue do cordão umbilical, combinadas com células dos vasos sanguíneos que são elas próprias derivadas de células estaminais e um gel de biomimético, isto é, um gel produzido por componentes encontrados no sangue”, diz o investigador português.

Contudo, Lino Ferreira refere que, apesar do foco principal deste gel ser o tratamento de feridas crónicas, o gel também pode ser usado para outras patologias como o “tratamento de doenças isquémicas [falta de suprimento sanguíneo a determinado tecido] em geral”.

A próxima fase do estudo passa por fazer ensaios clínicos em humanos ainda este ano. A equipa já está à procura de parceiros e financiadores, numa fase que se estima que vá demorar dois a três anos.
Este cientista português já conta com 14 patentes registadas no panorama internacional. Sete das patentes inscritas foram comercializadas por empresas americanas, europeias e nacionais.
 
 
Tecnologia de bombas de insulina e Smart Control são os destaques que a Roche apresenta no ATTD LA sobre Diabetes
De 07 a 09 de setembro acontece o Advanced Technologies & Treatments for Diabetes – ATTD LA, uma conferência que apresentará as mais recentes tecnologias para tratar e prevenir diabetes e doenças relacionadas, principalmente no que diz respeito à utilização do Sistema de Infusão Contínua de Insulina - SICI.
 
Esta é a primeira edição do encontro na América Latina e a Roche participará com uma palestra ministrada por Philipp Hauck, chefe global de apoio ao País e projetos de gestão de produtos da Roche Diabetes Care, que abordará as soluções para o acompanhamento e tratamento da doença, disponíveis hoje no mercado, com demonstrações do funcionamento do Sistema de Infusão Contínua de Insulina e a tecnologia do Smart Control, além das próximas inovações tecnológicas que estão em estudo.
 
A tecnologia SICI gerencia o diabetes com o sistema que simula o pâncreas artificial, que funciona 24 horas, e ajuda no acompanhamento dos resultados das glicemias em um computador. O software gerencia o bolus de insulina e, após a confirmação do paciente, transfere informações por meio do controle remoto da bomba, utilizando a tecnologia Bluetooth, e aplicando a quantidade de insulina necessária no paciente.
 
Além disso, a utilização do Smart Control permite que o paciente não tenha contato com o aparelho, utilizando um controle remoto para inserir a quantidade de bolus de insulina necessária para a quantidade que o corpo necessita. Tudo é gerenciado pelo controle remoto, em que o paciente, com um click no botão, envia a informação para o aparelho que aplica a insulina em um sistema bluetooth. O sistema ainda facilita o acompanhamento médico, já que possui as informações sobre o paciente, por meio de um software que sincroniza as informações apontadas na bomba do paciente.
 
Outro destaque do evento é a palestra que a Roche traz com exclusividade ao País, ministrada pela polonesa Dra Ewa Pankovska, que falará sobre bolus e contagem de carboidratos, durante o acompanhamento do diabetes.
 
Sobre a Roche
Sediada na Basileia, Suíça, a Roche é líder em pesquisa focada em saúde, combinando fortes conhecimentos das áreas farmacêutica e diagnóstica. A Roche é a maior empresa de biotecnologia do mundo, com medicamentos altamente diferenciados para as áreas de oncologia, virologia, metabolismo, inflamação e sistema nervoso central. Além disso, a Roche também é líder mundial em diagnóstico in vitro, diagnóstico tecidual de câncer e pioneira em tratamentos de diabetes.
 
A estratégia de medicina personalizada da Roche tem como objetivo oferecer medicamentos e ferramentas de diagnóstico que possibilitem melhorias tangíveis na saúde, qualidade de vida e sobrevida dos pacientes. Em 2011, a Roche tinha mais de 80.000 funcionários em todo o mundo e investiu mais de 8 bilhões de francos suíços em Pesquisa & Desenvolvimento. O Grupo registrou vendas de 42,5 bilhões de francos suíços. A Genentech, nos Estados Unidos, é uma subsidiária integral do Grupo Roche. A Roche tem participação majoritária na Chugai Pharmaceutical, do Japão.
 Mais informações em: www.roche.com
 
 
 
Diabetes pode ser controlado mesmo depois da remoção do pâncreas
 
JACKSONVILLE, Flórida — É possível controlar o diabetes, mesmo depois da remoção total do pâncreas de pacientes com câncer – ou com cistos pré-cancerosos em partes do órgão -, conforme indica pesquisa realizada pela Clínica Mayo, de Jacksonville, Flórida (http://www.mayoclinic.org/jacksonville).

O estudo,
publicado na edição online do jornal HPB Surgery <http://www.hindawi.com/journals/hpb/> , avalia a situação de pacientes com diabetes, cujos pâncreas foram inteiramente removidos, no que se refere ao controle da doença. O pâncreas produz insulina para retirar o açúcar do sangue. Quando o órgão é removido cirurgicamente, o paciente precisa injetar insulina em seu corpo através de bombas externas ou injeções.

Os pesquisadores examinaram o controle da insulina, por diversos anos, em 14 pacientes cujos pâncreas foram inteiramente removidos. Eles compararam os resultados obtidos, no caso desses pacientes, com os resultados do tratamento, por injeção de insulina, de 100 pessoas com diabetes do tipo 1. Descobriram que os pacientes dos dois grupos não tiveram dificuldade em controlar o nível de açúcar no sangue e não foi observada nenhuma complicação em quaisquer dos grupos. Essas descobertas podem reassegurar aos médicos e cirurgiões que a remoção total do pâncreas é razoavelmente segura e eficaz, diz o pesquisador sênior Michael Wallace, presidente da Divisão de Gastrenterologia e Hepatologia da Clínica Mayo de Jacksonville.

“O que tem confundido os médicos é a noção de que a remoção do pâncreas traz uma grande dificuldade para controlar o diabetes, em pacientes com a doença”, diz Michael Wallace. “Muitos cirurgiões tentam deixar o pâncreas intacto o quanto possível”, afirma.

“O que comprovamos nesse estudo é que, devido às admiráveis melhoras na terapia com insulina, recentemente, os pacientes sem pâncreas podem controlar seu açúcar no sangue de uma forma tão eficaz quanto o fazem os pacientes com diabetes do tipo 1”, explica.

Apesar de o método de preservar parte do pâncreas, tanto quanto possível, possa beneficiar muitos pacientes, deixar de remover totalmente o órgão pode colocá-los em risco. Eles podem voltar a desenvolver o câncer, que seria difícil de detectar, na parte remanescente do órgão. Da mesma forma, pacientes que têm cistos pré-cancerosos, uma condição conhecida como neoplasia mucosa papilar intraductal em parte do pâncreas, podem desenvolver os mesmos cistos nas partes do pâncreas que permaneceram depois da remoção cirúrgica parcial, ele diz. A remoção total elimina a possibilidade de recorrência de câncer no pâncreas remanescente.

“A maioria dos cirurgiões, hoje, toma decisões difíceis sobre a porção do pâncreas que deve ser removida de cada paciente. Mas, agora, o processo pode se tornar mais objetivo, porque demonstramos que os pacientes podem controlar o diabetes depois de uma cirurgia de remoção total do pâncreas”, diz Michael Wallace.
 
O estudo foi financiado pela Clínica Mayo.
 
Para mais informações sobre este tipo de tratamento na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, contate o departamento de Serviços Internacionais pelo telefone 1-904-953-7000 ou envie um email para intl.mcj@mayo.edu
 
Sobre a Mayo Clinic
 Clínica Mayo é o primeiro e maior centro de medicina integrada do mundo. Médicos de todas as especialidades trabalham juntos no atendimento aos pacientes, unidos por um sistema e por uma filosofia comum, de que “as necessidades dos pacientes vêm em primeiro lugar”. Mais de 3.700 médicos, cientistas e pesquisadores, além de 50.100 profissionais de saúde de apoio, trabalham na Clínica Mayo em Rochester (Minnesota), Jacksonville (Flórida) e Phoenix/Scottsdale (Arizona). Juntas, as três unidades tratam mais de meio milhão de pessoas por ano.
 
 
Presidente da SBD propõe Cooperação Técnico-Científica à Secretaria de Saúde de Santa Catarina
Foi um sucesso a visita do Dr. Balduíno Tschiedel, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes a Santa Catarina. O Dr. Balduíno esteve em Florianópolis, para encontro com o Secretário Estadual de Saúde de Santa Catarina, Dr. Dalmo de Oliveira, dia 4 de setembro, propondo Termo de Cooperação Técnico-Científica com o Projeto “SBD vai ao Gestor” que estabelece parceria entre a SBD e os estados brasileiros, na organização de cursos e capacitação em Diabetes para profissionais da rede pública de saúde, ou quaisquer outras ações, em que a SBD entraria com sua expertise e as secretarias com a organização. O Projeto visa, também, saber como está a situação da distribuição de insumos para os pacientes de cada estado e quais as dificuldades e prioridades no atendimento aos pacientes com Diabetes, uma doença que vem se tornando um problema de saúde pública em todo o mundo, devido, principalmente, ao estilo de vida da atualidade.
O presidente da SBD, a Dra. Amely Balthazar, presidente da SBD - Regional Santa Catarina, e o Dr. João José Schaefer, Tesoureiro da SBD de Santa Catarina, que também participaram do encontro, foram muito bem recebidos pelo Dr. Dalmo de Oliveira, que gostou do Projeto e ficou de marcar uma data para a assinatura do Termo de Cooperação. O secretário também se mostrou aberto a dar andamento a estudos, juntamente com a Regional SBD-SC, para viabilizar os análogos de insulina para os pacientes com DM1 que deles realmente necessitarem. Santa Catarina foi o sétimo estado onde foi lançado o Projeto “SBD vai ao Gestor“.
Fonte: Site SBD
 
Obesidade infantil
Cerca de 42 milhões de menores de 5 anos sofrem com o sobrepeso e suas consequências
Aos 8 anos, o garoto M. pesava 6 kg a mais do que o indicado para sua idade e altura. Seu colesterol estava elevado, muito provavelmente em função do problema de sobrepeso. Somado a isso, exames indicaram que o menino tinha o traço genético do diabetes – como sua avó, poderia desenvolver a doença. Sua obesidade seria, também neste caso, um fator estimulante. Foi então encaminhado pelo pediatra a um endocrinologista e iniciou imediatamente um tratamento para perder peso.
Casos como o de M. representam um dos maiores desafios para a Organização Mundial da Saúde (OMS) hoje: o combate à obesidade e ao sobrepeso infantis e suas consequências. Segundo dados da organização, em 2010 o número de menores de 5 anos com o problema superava 42 milhões em todo o mundo.
Crianças acima do peso são propensas a desenvolver distúrbios dos níveis de colesterol e glicose no sangue – que podem vir a se tornar doenças cardiovasculares e diabetes tipo II, respectivamente – além de hipertensão, problemas ortopédicos e também psicossociais.
Um dos grandes entraves ao combate à obesidade infantil é o fato de o problema ser subestimado. Os pais, em geral, tanto têm dificuldade para perceber o sobrepeso nos filhos, quanto o consideram uma preocupação menor se comparada a outras, de consequências mais imediatas. Por esse motivo, o acompanhamento do pediatra é de suma importância. Ao longo da nossa reportagem, médicos, nutricionistas e psicólogos dão orientações para que os pais possam identificar e lidar com a questão.
Dicas para detectar excesso de peso nos filhos:
Dobrinhas. Quanto mais gordinhas, mais fofas as crianças ficam, mas o acúmulo de dobrinhas pode ser indício de que estão acima do peso. A situação apenas não se aplica a bebês exclusivamente alimentados por leite materno.
Energia. A infância é uma época em que somos muito inquietos. Se o pequeno se cansa muito fácil ou parece desmotivado durante as brincadeiras mais animadas, pode ser que esteja acima do peso.
Segredo. Se a criança é pega comendo escondida com frequência, possivelmente está com o peso fora do padrão recomendado.
Amanhã. A rejeição a alimentos nutritivos pode gerar maior propensão à subnutrição e a serem obesos no futuro.
 
Pilates é adequado para tratamento contra a diabetes
Segundo a Associação Brasileira de Diabetes, o Brasil possui, atualmente, 12 milhões de diabéticos, desordem da digestão que produz glicose a partir dos carboidratos absorvidos pelo corpo. “O Pilates é indicado em casos como esses, por ser uma forma de condicionamento físico e reabilitação capaz de proporcionar bem-estar e equilíbrio entre o corpo e a mente, o que ajuda a baixar o nível de estresse, uma vez que os altos níveis dos hormônios provenientes da tensão aumentam o nível de açúcar no sangue”, explica Antonio Claudio Fretz, sócio e instrutor de pilates do Maha Studio do Corpo, espaço dedicado a atividades físicas, de saúde e bem estar, localizado em São Paulo.
A atividade, quando complementada por uma dieta adequada assegura uma melhora significativa na qualidade de vida do diabético. Isso porque seguindo as orientações ele terá uma melhor utilização da glicose pelos músculos alongados, uma vez que a doença afeta tendões, circulação e a sensibilidade.
“O exercício ainda reduz os riscos de problemas no coração, um dos sintomas freqüentes entre pessoas que sofrem de diabetes. Além disso, a prática também melhora a circulação arterial, prevenindo problemas cardíacos, a função intestinal, a circulação nos membros inferiores, eleva o bom colesterol, mantém os ossos fortes, aumenta a energia e ajuda a manter a estabilidade emocional”, completa Fretz.
O Pilates tem sido utilizado como meio preventivo nos casos onde há predisposição para diabetes, como pessoas obesas ou com pressão alta, por exemplo. “Com ganho de massa e alongamento muscular, ocorre uma melhora da absorção da glicose pelos músculos e a diminuição da hiperglicemia. Além do aumento da massa magra que auxilia no controle do peso, ponto importante para a qualidade de vida do diabético”, finaliza o instrutor de pilates
 
Veja
Pâncreas artificial é nova promessa para tratar diabete
Os pesquisadores avaliaram o funcionamento do dispositivo em 18 jovens de 12 a 15 anos, durante um acampamento de três dias.
Um pâncreas artificial, que calcula o índice de glicose no sangue e libera insulina automaticamente sem a intervenção do paciente, é a mais nova promessa tecnológica para o tratamento de diabete tipo 1. Ainda em fase experimental, não há data para sua chegada ao mercado. Estima-se que 10% dos pacientes com diabete tenham o tipo 1.

O diabete tipo 1 é uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células do pâncreas que produzem insulina - o hormônio responsável pelo transporte do açúcar para dentro das células. Como nesses pacientes os níveis de açúcar no sangue ficam aumentados, eles precisam aplicar várias injeções de insulina diariamente para normalizá-los. Por isso o desenvolvimento de um pâncreas artificial, que assuma essas funções sem a intervenção do paciente, é uma das principais buscas de pesquisadores do mundo todo há mais de 15 anos.

O projeto Dream (sigla de Consórcio para o Pâncreas Artificial sem Fio, na tradução livre, e também "sonho", em inglês) é um dos experimentos nessa área. Trata-se de uma pesquisa internacional, liderada pelo pesquisador israelense Moshe Phillip, cujos resultados serão apresentados no Brasil no início de setembro, durante o  Tratamentos & Tecnologias Avançadas para o Diabete, evento no Rio de Janeiro voltado às novidades.

Sob a pele
O grupo de Phillip desenvolveu um sistema chamado MD Logic. Trata-se de um sensor de glicose subcutâneo, que monitora os níveis de glicemia associados à bomba de insulina. Ambos são conectados por programas que informam  e estipulam a quantidade de insulina a ser liberada para manter a glicemia dentro dos parâmetros normais. Tudo isso sem que o paciente tenha de realizar testes de ponta de dedo e calcular a quantidade de insulina a ser aplicada.

Os pesquisadores avaliaram o funcionamento do pâncreas artificial em 18 jovens de 12 a 15 anos, durante um acampamento de três dias. Foi a primeira vez que um aparelho do tipo foi testado em um ambiente real, fora do hospital. Um estudo anterior de outro grupo, usando um sistema semelhante, foi feito com 24 pacientes hospitalizados.
No caso de Israel, um grupo de engenheiros e médicos ficava em uma sala de controle, de onde supervisionavam remotamente as variações de glicemia das crianças, que realizavam atividades de lazer normalmente. Os resultados demonstram que a ideia funcionou - ainda que de maneira experimental.
Bomba

Hoje em dia já existe no mercado a bomba de infusão de insulina, que funciona de maneira parecida: um aparelho monitora a glicemia e envia um sinal para a bomba, que fica presa à cintura do paciente. Mas, para a bomba funcionar e liberar a insulina, o paciente precisa fazer o cálculo da quantidade e acionar o botão.
"As crianças tomam de quatro a seis picadas de insulina todos os dias, além de fazer o controle da ponta de dedo. O sonho de todo paciente é não ter de lembrar de tomar insulina várias vezes. E a promessa do pâncreas artificial é fazer tudo isso sozinho", diz o endocrinologista Luis Eduardo Calliari, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

A endocrinologista Denise Reis Franco, diretora da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), também vê com otimismo os resultados do pâncreas artificial. "A tecnologia está mais rápida que o desenvolvimento de novas drogas. O futuro é esse", afirmou.
 
Exame
Nova terapia pode oferecer melhor tratamento contra glaucoma

Pesquisa brasileira consegue reduzir o processo de morte celular e controlar evolução da doença degenerativa
O glaucoma, segunda principal causa de cegueira do mundo, pode ter um tratamento mais eficaz dentro de alguns anos. De acordo com pesquisa apresentada durante a Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Águas de Lindóia (SP), uma nova técnica de terapia genética proporciona um importante efeito neuroprotetor às células da retina - o que impediria, assim, a evolução da doença.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma atinge até 2% da população mundial acima dos 40 anos. A doença é a terceira causa de cegueira no Brasil e pode ser causada por condições como diabetes, lesões oculares e hereditariedade. A doença não tem cura. O tratamento do glaucoma é feito com o uso contínuo de colírio diário. "Essa terapia tem uma adesão complicada, porque o paciente aplica corretamente o colírio na fase crítica. Mas, com o passar do tempo, ele começa a descuidar do tratamento", diz a biomédica Hilda Petrs Silva, uma das coordenadoras do estudo e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Gene - Na nova terapia, ainda em fases clínicas de estudo, a equipe passou a analisar os fatores de transcrição que estavam envolvidos no processo de morte da célula ganglionar. Pela facilidade de acesso, os estudos foram conduzidos nas células da retina - usada como um modelo de sistema nervoso. Descobriu-se, então, que um gene chamado MAX, que deveria estar no núcleo celular, aparecia no citoplasma quando a célula era induzida à morte. Quando a morte celular era bloqueada, o gene se mantinha no interior do núcleo. "Chegamos a conclusão, então, de que esse fator de transcrição poderia ter um papel importante no processo de morte celular", diz Hilda.
Para averiguar a tese, a pesquisadora usou um modelo de vetor viral (adenovírus) para conseguir levar o gene MAX às células ganglionares estudadas in vitro. Na sequência, os testes foram feitos em quarenta ratos com glaucoma agudo induzido. A técnica foi eficiente para salvar de 45% a 55% das células locais - sem o tratamento, a morte celular era de 80% a 90%. "Uma vantagem do gene MAX sobre os demais é que ele não está associado com formações tumorais", diz Hilda. Pesquisas preliminares, pelo contrário, apontam que esse gene está relacionado com a redução do efeito proliferativo das células cancerígenas. Sem efeito colateral registrado durante os cinco anos de pesquisas, a terapia tem o gene inserido no olho por injeção intravítrea.
Um segundo modelo, similar ao do gene MAX, também segue em estudo paralelo. "Como os protocolos já foram estabelecidos durante as fases iniciais de estudo do MAX, agora queremos testar também outros modelos", diz Hilda. A pesquisa com a proteína CHIP, que está relacionada com a formação de novas proteínas dentro da célula, ainda está em fases preliminares de estudo. "Nossos próximos passos agora são determinar de que modo essa neuroproteção acontece e dar início a testes em modelos maiores para podermos chegar aos testes em humanos", diz Hilda.
Época
Indústria brasileira vai reduzir o sal de margarinas e temperos

Com o acordo entre Ministério da Saúde e Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA), a expectativa é de que 8.788 toneladas de sódio sejam retiradas do mercado até 2020
O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA) assinaram um acordo para redução dos teores de sódio de temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais. A expectativa é de que, com a mudança nas formulações, 8.788 toneladas de sódio sejam retiradas do mercado até 2020.
A medida é considerada importante na prevenção de doenças associadas ao consumo excessivo do sal, como hipertensão e problemas cardiovasculares.
A mudança começa a ser colocada em prática no próximo ano. A redução mais significativa ocorrerá no setor de margarina vegetal. O compromisso é colocar no mercado, já a partir de 2013, o produto com 19% a menos de sódio. Pelo plano, em 2015, o teor máximo de sódio a cada 100 gramas será de 715 miligramas. Atualmente, é de 1.660 mg.
Os cereais terão uma redução de 7,5% no primeiro ano. O teor de sódio do produto, em 2015, deverá ser 15% menor do que o encontrado atualmente no mercado brasileiro. Os caldos líquidos terão uma redução de 3,5% ao ano. O tempero em pasta, de 3,5% ao ano até chegar a 6,5% em 2015. Para tempero de arroz, a meta é retirar 1,3% do sódio anualmente e os demais temperos, 4,3% ao ano.
Esta é a terceira fase do acordo firmado entre o Ministério da Saúde e a ABIA. Nas fases anteriores, foi acertada a redução dos teores de sódio de macarrões instantâneos, bisnagas, pão de forma, pão francês, mistura para bolos, salgadinhos de milho, batata frita, biscoitos e maionese.

A redução de sódio no consumo dos brasileiros, prevista pelos três acordos, chegará a 20 mil toneladas até 2020. "Com este novo acordo pretendemos oferecer um alimento mais saudável. O Brasil se antecipa às ações que a Organização Mundial da Saúde (OMS) pretende recomendar em relação ao sódio", afirmou Alexandre Padilha, ministro da saúde.

A OMS recomenda um consumo máximo de 5g de sódio por dia. O consumo diário do brasileiro é calculado em 12g por pessoa atualmente, segundo estudos oficiais. De acordo com o Ministério da Saúde, a redução do consumo de sódio aos níveis recomendados pela OMS pode diminuir em 15% o número de mortes no Brasil por acidentes vasculares cerebrais e em 10% as mortes provocadas por infarto.
A redução no consumo de sódio também pode diminuir o número de pessoas com hipertensão, que afetou 22,7% dos adultos em 2011, além de elevar em até quatro anos a expectativa de vida do brasileiro.


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

E a contagem de carboidratos???




Lá vai eu filosofar em pleno feriadão... Fico vendo algumas pessoas reclamarem que não comem banana, manga ou uva porque a glicose sobe demais, que não comem macarrão, pão, nem mesmo arroz, chocolate nem pensar, suco de laranja e coca-cola só no sonho... Eu pratico alimentação saudável, prefiro os integrais, sucos naturais e frutas mas se tenho vontade de comer "os proibidos" como sem dó, porque já faz um bom tempo que faço contagem de cho!!!
Para não falar bobagem fui pesquisar sobre quem pode fazer contagem de cho e achei no site do Hospital Sírio-Libanês a seguinte citação simples e objetiva: "A Contagem de Carboidratos pode ser utilizada por qualquer pessoa com diabetes. Quando você entende como contar carboidratos, você tem uma maior variedade na escolha dos alimentos que compõem o seu plano alimentar. E também, pode controlar sua glicemia mais precisamente."
Dai fico me perguntando por que alguns endocrinos não indicam a contagem de cho aos seus pacientes... Por falta de conhecimento no assunto? Dificuldade do paciente em entender e utilizar a terapia (acho isso pré-conceito)? Preguiça em ensinar como se faz? Falta de nutricionistas para acompanhar? Enfim, podemos ter uma qualidade de vida melhor comendo bem e sem passar vontade de comer o que está com vontade... 
De qualquer forma fica aqui minha indagação: Não seria mais fácil ensinar os diabéticos fazerem contagem de carboidratos do que ficar tentando controlar glicoses loucas pós-prandial?
 
Para quem ainda não conhece:  A contagem de carboidratos é uma estratégia nutricional, onde contamos os gramas de carboidratos consumidos e tem como objetivo manter a glicemia dentro de limites convenientes. Com a contagem de cho é possível ter uma maior flexibilidade na alimentação e também poder controlar a glicemia mais precisamente. Pode ser utilizada por qualquer pessoa com diabetes, sendo muito útil, até mesmo indispensável, para aquelas pessoas que utilizam como forma de tratamento a terapia com múltiplas doses de insulina ou bomba de insulina.
 
 
 
 
 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Bomba de insulina no programa Bem Estar

Na tv, sobretudo aberta, sempre há programas falando sobre o diabetes, tratamentos, sequelas, etc... mas na maioria das vezes não gosto!
Hoje me deparei com uma matéria bem interessante no Programa Bem Estar onde falaram da bomba de insulina!!!
Foi bem interessante e mereciamos um programa bom sobre o assunto. O médico convidado do programa foi bem realista, otimista e bem claro ao dizer que hoje temos bons tratamentos e podemos viver uma vida normal. Ele falou alguma coisa sobre "bombas mais baratas", mas sobre isso prefiro nem comentar!!!
Durante a matéria a foi apresentado as seringas de vidro, as agulhas horrorosas que eu usava ( aquelas enormes que já postei as fotos aqui) e o glicosímetro tijolo que minha mãe comprou a preço de um carro!!! kkkkkkkkk
O vídeo com a matéria tai no link do programa e quem não assistiu recomendo que veja...
E mais uma vez eu repito: VIVA A TECNOLOGIA A FAVOR DOS DIABÉTICOS!!!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Eu e minhas crises de revolta com governo, estado, justiça!!!

Quando abri meu blog hoje vi essas mensagens que passam ai na barra de rolagem e uma chamou mais minha atenção, sobretudo, porque se referia ao estado de MG Falta tiras reagentes para Diabetes
E começa ai minha crise de revolta e indagações: Por que sempre somos tratados como segundo plano??? Esperam a medicação, a insulina, as tiras acabarem para tomarem providências, fazerem uma licitação de urgência, entre outras ações emergênciais. Isso porque são medicamentos indispensáveis para nossa sobrevivência. PLANEJAMENTO é tudo senhores da secretaria de saúde de Barbacena e Minas Gerais em geral!!! Depois que faltam os insumos somos nós diabéticos quem temos que refazer todoooooo planejamento mensal, anual de nossas vidas e de nossas famílias, chorar e implorar ajuda aos mais próximos e ao nosso grupo Doação!!! PS: Em Belo Horizonte não faltou insumos, nas demais cidades de MG não sei, mas não tenho visto nem recebido reclamações além das mais comuns... minha indignação é geral, pq falam sobre a falta de nossos insumos com a maior naturalidade do mundo!!! 
Ahhhh desculpem meu desabafo gente... Só não consigo ficar calada, fechar meus olhos e lavar minhas mãos diante de situações absurdas como esta da reportagem!!!
 

domingo, 2 de setembro de 2012

Sâmela, bailarina docinha exemplo de fé e determinação

 
Vejam só que depoimento emocionante da linda Sâmela, uma jovem bailarina de Belém que ficou docinha em 2010 que chegou a ser desenganada pelos médicos... Uma história emocionante que nos mostra que mesmo com tantos sofrimentos podemos superar qualquer desafio desde que tenhamos fé e muita determinação!!!
 
Essa foto foi 3 meses depois que saí da UTI e tive que fazer um tipo de quimioterapia. A foto da UTI em coma é muito forte pra postar,se caso eu tiver coragem posto depois... Isso foi em 2010. Passei 6 mêses internada,1 mês e alguns dias em coma. Não falava,comia,andava,tinha lembranças... Me alimentava pelo pescoço e respirava com a ajuda de aparelhos. Tudo aconteçeu porque eu estava gestante e tive "Pedras na vesícula,aos 6 meses de gestação eu tive uma crise e meu filho nasceu de 6 e meio,eu fique com ele na UTI e assim que ele teve alta após 1 mes e meio internado quem teve aue voltar foi eu,com a pele e os olhos amarelos,no começo pensaram que eu estava com hepatite então fiz o tratamento com doces. Tive uma piora e fui ao posto e me internaram na sala do grave, tinha estourado a vesícula e eu não sabia até então. Fui transferida para um hospital e me negaram socorro, passei  a noite sem ninguém comigo pois não deixaram minha amiga subir para cuidar de mim, passei mau a madrugada toda sozinha, vomitando, muito e foi então que no meio da noite eu caí da cama do hospital... Pela manhã eu pedi forças a Deus e chutei a porta que quebrou e  abriu, uma senhora que passava me acolheu  e ligou para os meus pais contando tudo, naquele dia entrei em coma. Meu consegui minha transferencia para outro hospital e lá fizeram os exames e descobriram que eu estava em coma diabético causado por uma “ Pancreatite agúda Biliar”. Fui para UTI, minha glicose estava 800. Fui operada e na cirurgia eu estava com hemorragia interna devido a queda no quarto do outro hospital,a glicose estava alta devido o soro glicosado que o antigo hospital tinha me aplicado durante a internação.Fui operada e na cirurgia eu estava com uma hemorragia interna devido a queda no quarto do outro hospital, a glicose estava alta devido o soro glicosado que o antigo hospital tinha me aplicado durante a internação. Deu tudo certo na cirurgia e metado do meu Pâncreas + a vesícula foram retirados, poré, eu continuava em coma, acordei depois de um mês e poucos dias e uma semana depois fui para a enfermaria, sem andar... Fiquei péssima , longe do meu filho e sem poder andar pense “ e meu sonho de ser bailarina e mãe?” Tudo piorou quando eu estava quase recuperada e descobri que tinha pego uma bactéria multirresistente que estava comendo o pequeno pedaço de pâncreas que ainda me restava, fiz outras cirurgias e só foram tirando os pedaços até só me restar o que tenho agora e me mantém viva. Tenho diabetes devido a esses acontecimentos... Reví meu filho quando ele fez 7 mêses, ele estava tão grande e lindo rsrs Tive mais forças ainda para aguentar a reabilitação, que não foi fácil, pois meus cabelos caíram e emagreci muito, o pai do meu filho me deixou e fiquei sem chão. Prometi para mim mesma que iria dar a volta por cima e me recuperar ! Fiz meu tratamento direitinho, fisioterapia e consegui andar novamente. Hoje tenho uma vida na medida do possível normal, voltei a fazer tudo inclusive a dançar  o meu Ballet . Essa é apenas uma parte rsrs Todos os dias uma nova história! Assim é a vida, mas com a força de Deus conseguirei. Papai do céu abençoe a todos. Eu fico muito feliz em transmitir o que passei para as pessoas que estão chegando agora nessa vida "Doce". Me alegra muito ver as pessoas saberem que o que estão passando não acontece só com elas e que cada uma de nós temos nossa faze de superação de sí próprios. Ontem eu estive Diabética,hoje sou Diabética e SUPERADA.”  

Sâmela, você é um exemplo que com fé superamos qualquer desafio!!! Que o Senhor a abençoe todos os dias de sua vida, você é linda, carismática, tem um filho e uma famíla abençoada que com certeza irá ajudá-la a vencer todos os desafios dessa nossa vida doce... Já virei sua fã!!! ;)