terça-feira, 18 de setembro de 2012

Infodiet - 18/09/2012

Inf6   18/set/12
 
Principais notícias do dia sobre diabetes e saúde no Brasil e no mundo
Maioria das pessoas não sabe que têm diabetes
Doença atinge 200 milhões de pessoas no mundo, mas muitos desconhecem serem portadores
Desde 1991 o Dia Mundial do Diabetes é comemorado em 14 de novembro. O objetivo é conscientizar a população sobre a doença que já atinge cerca de 200 milhões de pessoas no mundo, mas que muitos desconhecem serem portadores.
A doença ocorre quando o organismo não produz insulina (hormônio gerado no pâncreas que transporta a glicose para as células) suficiente ou resiste à sua ação, resultando em taxas de glicose no sangue excessivamente altas.
Assim, aparecem os sintomas e as complicações do diabetes, como sede excessiva, fome em excesso, náuseas, visão turva, sonolência e diminuição da disposição para praticar atividades físicas.
A longo prazo, as complicações começam a aumentar e daí a importância do controle de glicose desde o momento em que a doença é diagnosticada. Isto porque o acúmulo desta substância nas paredes dos vasos sanguíneos provoca o seu espessamento.
Com isso, o transporte de sangue necessário aos tecidos é comprometido, podendo gerar doenças como a aterosclerose e alterações fisiológicas no coração, no cérebro, nas pernas, nos olhos (comprometendo a visão), nos rins (insuficiência renal), nos nervos (formigamentos e redução das sensações) e na pele.
O diabetes mellitus (nome completo da doença) divide-se em dois grupos. No tipo 1, o mais raro (ocorre em apenas 10% dos diabéticos), as células que produzem a insulina no pâncreas são destruídas pelo organismo, comprometendo a produção de insulina.
No diabetes tipo 2, o portador da doença produz a quantidade necessária de insulina, no entanto, seu organismo desenvolve uma certa resistência ao hormônio, impedindo o controle das taxas de glicose.
Uma dieta equilibrada é imprescindível para que não ocorram problemas como hipoglicemia (falta de glicose no sangue) ou carência de outros nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.
Acompanhamento médico e atividade física farão com que o paciente tenha uma melhor qualidade de vida e amenize os problemas causados pela doença. Vale ressaltar a importância de evitar a ingestão de doces, se alimentar regularmente e não ficar mais de 3 horas em jejum.
Diabetes: Português preside à federação internacional
 
Pela primeira vez nos mais de 60 anos da instituição, um português vai presidir à Federação Internacional de Diabetes - Região Europa (IDF Europa). João Nabais, de 43 anos, é professor na Universidade de Évora e vai assumir formalmente o cargo no próximo domingo, 23 de Setembro. 
 
Na Assembleia Geral marcada para esse dia, o até agora presidente-eleito, diabético desde os 12 anos de idade, vai assumir em pleno a função, escolhendo também uma nova equipa de trabalho para os três anos que aí vêm. Embora as prioridades para o próximo triénio estejam ainda por definir, o português assume desde logo alguns compromissos.
 
"É urgente pôr em prática soluções que impeçam o contínuo aumento do número de pessoas com diabetes tipo 1 ou 2. Por isso, a IDF Europa pretende incrementar uma ligação ainda mais profunda com os nossos membros, as associações nacionais, para que o combate à diabetes seja mais próximo, junto das pessoas que mais precisam", adianta João Nabais, em comunicado.
 
Além disso, promete, a defesa da causa será também reforçada, tal como a luta contra a discriminação. "É fundamental colocar a diabetes na agenda das instituições europeias, criando uma estratégia concreta para combater uma doença que já afeta cerca de um milhão de portugueses e mais de 32 milhões de cidadãos da UE, quase 10% do total da população dos estados membros", defende. 
 
João Nabais não esquece igualmente a importância de formar uma nova geração de líderes no combate à diabetes pelo que outra das suas prioridades enquanto presidente da IDF Europa será “fortalecer o Campo Internacional de Jovens Adultos”.
 
Antes da Assembleia Geral da IDF Europa, no dia 22 de Setembro, vai decorrer a Reunião Anual da instituição, que contará com a participação de 130 participantes europeus. Durante o evento, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) - a mais antiga associação do mundo na luta contra a diabetes - vai apresentar o trabalho que tem desenvolvido e os últimos números da doença em Portugal. 
 
A Federação Internacional da Diabetes - Região Europa representa 62 associações de diabetes, defendendo os direitos de cerca de 32 milhões de pessoas com esta doença. 
 
Apresentação de artigos publicados na revista Diabetes Care é tema de reunião científica
Acontece nesta terça-feira (18/09), a partir das 11h30, o encontro científico sobre "Reunião de Atualização em Diabetes: Apresentação de artigos selecionados publicados na revista Diabetes Care em julho e agosto de 2012 - Overview e Discussão", realizado pelo Centro de Diabetes Curitiba (CDC). A apresentação será coordenada por Andressa Miguel Leitão, endocrinologista do CDC. A reunião é destinada a médicos, a médicos residentes e a acadêmicos. A reunião científica acontece todas as terças-feiras, no Centro de Estudos do Hospital Nossa Senhora das Graças, 3.º andar.
 
Sobre o Centro de Diabetes Curitiba
O Centro de Diabetes Curitiba foi criado em 1999 e usou como modelo o International Diabetes Center de Minneapolis, nos Estados Unidos. Tem como sócios os endocrinologistas André Vianna, Andressa Leitão, Claudio Lacerda, Edgard Niclewicz, Luciana Pechmann e Mauro Scharf. Localizado dentro do Hospital Nossa Senhora das Graças, o Centro de Diabetes Curitiba oferece atendimento multidisciplinar e conta com uma equipe de médicos especializados, além de realizar pesquisas clínicas e estudos científicos em níveis nacional e internacional. Mais informações no site www.centrodediabetescuritiba.com.br
Expectativa de vida na América Latina sobe 4 anos em uma década
 
Os latino-americanos ganharam quatro anos em expectativa de vida na década de 2000 graças a uma redução de 11% na mortalidade, mas os benefícios não foram iguais para todos os grupos sociais, revelou nesta segunda-feira um relatório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS).
A média de idade dos latino-americanos era de 76,2 anos em 2010, quando em 2000 era de 72,2 anos. Entre 2000 e 2009, o número de pessoas com idades acima de 60 anos aumentou de 92 milhões para quase 120 milhões, mas a mortalidade caiu, graças a um acesso maior à saúde pública. Mas a região continua sendo a mais desigual do planeta.
"Se quisermos ter uma expectativa de vida maior e uma qualidade de vida melhor, é essencial lutar incansavelmente pela igualdade na saúde pública", explicou no relatório a diretora da organização, a argentina Mirta Roses. Após cinco anos à frente da OPS, Roses conclui seu mandato em dezembro deste ano.
Os 35 países membros da OPS abriram nesta semana uma assemblea ministerial em Washington para eleger seu substituto e para examinar os desafios a médio prazo na região, como a Aids ou os focos de doenças desaparecidas na região, como a cólera no Haiti após o terremoto de 2010.
Ao mesmo tempo em que melhora o nível de saúde, persistem desafios como as doenças não-transmissíveis, como a diabetes ou a obesidade. As mortes por armas de fogo, os acidentes de trânsito, as carências na região relacionadas às doenças mentais também são desafios para o futuro, considerou Roses em seu relatório.
A OPS completa 110 anos de existência em 2012, e é a organização internacional de saúde mais antiga do planeta.
Pessoas que leem os rótulos dos alimentos seriam mais magras
Uma equipe de cientistas da Universidade de Santiago de Compostela garante que a leitura de rótulos dos produtos alimentares está ligada à prevenção da obesidade, especialmente em mulheres. De acordo com o estudo, que usou dados dos Estados Unidos, os consumidores do sexo feminino que consultam os rótulos dos alimentos pesam cerca de 4kg a menos do que as que não leem.
Junto com as Universidades de Tennessee, nos EUA, e do Norwegian Institute for Agricultural Finance Research, a Universidade de Santiago de Compostela participou de um estudo sobre a relação entre a leitura do rótulo dos alimentos e obesidade.
Os resultados indicaram que o índice de massa corporal dos consumidores que leem esse rótulo é 1,49 pontos menor do que aqueles que nunca consideram tais informações ao fazerem suas compras. Isso se traduz como uma redução de 3,91 kg para uma mulher americana que mede 1,62 e pesa 74kg.
Cerca de 25.640 foram coletadas sobre saúde, hábitos alimentares e comerciais. Estes incluíram várias perguntas sobre se os participantes liam a informação nutricional em supermercados e quantas vezes.
"Primeiro analisamos qual era o perfil de quem lê o rótulo nutricional e, depois, fizemos o relacionamento com o seu peso", explicou María Loureiro, principal autora do estudo publicado no jornal Agricultural Economics.
"A obesidade é um dos problemas de saúde mais graves nos EUA", descreveu a pesquisadora. "O número de adultos com sobrepeso ou obesidade tem aumentado ao longo dos anos. De 2009 a 2010, mais de um terço (cerca de 37%) da população adulta no país eram obesos. Em crianças e adolescentes esse número sobe para 17%.
O estudo também mostra que a população fumante presta muito menos atenção a isso. De acordo com a pesquisadora, "o seu estilo de vida envolve hábitos menos saudáveis ​​e, como consequência, poderia ser este o motivo pelo qual eles não estão tão preocupados com o conteúdo nutricional dos alimentos que comem", acrescentou.
Levando em consideração o sexo, 58% dos homens ou habitualmente ou sempre leem as informações contidas dentro de rótulos nutricionais. No entanto, esta percentagem é de 74% para as mulheres.
"Em geral, o impacto associado é maior entre as mulheres do que os homens", acrescenta a pesquisadora. Em média, as mulheres que leem a informação nutricional têm um índice de massa corporal de 1,48 pontos mais baixos, e apenas 0,12 pontos nos homens.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Diabetes - Programa Hoje em Dia

O programa Hoje em Dia na Record abordou o tema diabetes com a seguinte chamada: Diabetes: conheça melhor esta doença silenciosa - A cada oito segundos morre uma vítima da doença no mundo!!!
Ficou excelente, vale a pena assistir  e recomendar!!!
http://entretenimento.r7.com/hoje-em-dia/noticias/diabetes-conheca-melhor-esta-doenca-silenciosa-20120917.html?s_cid=diabetes-conheca-melhor-esta-doenca-silenciosa-hoje-em-dia-rede-record_hoje-em-dia_noticias_facebook&utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=botao_facebook&utm_term=diabetes-conheca-melhor-esta-doenca-silenciosa-hoje-em-dia-rede-record

Infodiet - 17/09/2012


Inf5   17/set/12


Principais notícias do dia sobre diabetes e saúde no Brasil e no mundo

 Gasto com ações para obtenção de remédios é recorde em Minas

Depois de ver despesa com remédios obtidos na Justiça disparar 56.000% em 10 anos, Secretaria reserva para este ano maior valor de toda a história para a despesa


Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) acompanha há 10 anos a escalada das ações judiciais para obtenção de medicamentos não fornecidos pelo Sistema Único de Saúde em Minas. Somente no ano passado, o estado gastou R$ 93,8 milhões para isso, um salto de 56.000% em relação a 2002, quando foram destinados R$ 164,32 mil ao custeio de tratamentos e remédios via Justiça. Este ano, a SES prevê um gasto recorde de R$ 110 milhões para atender esses pacientes. De acordo com o médico e assessor técnico da pasta Leonardo Aquino, muitos estudos que comprovam a eficiência de determinado fármaco são patrocinados pelo laboratório interessado. “Quando se analisa a eficácia de alguns deles, percebe-se que são fracos. Por isso, a classe médica tem que tomar cuidado antes de prescrever”, alerta. Para ele, o estudo da UFMG indicando que o mesmo médico e escritório de advocacia de Belo Horizonte respondem pela maioria das ações para obtenção de medicamentos para reumatismo levanta dúvidas sobre as influências e interesses envolvidos. “Os medicamentos para artrite reumatoide são caros e têm efeitos colaterais importantes. Se não forem prescritos de forma adequada, o paciente pode ter mais danos do que benefícios”, alerta.

Em São Paulo, onde em 2011 foram gastos R$ 700 milhões com demandas judiciais no setor, o Ministério da Saúde já identificou que laboratórios contratavam pacientes cobaia para participar de pesquisas para determinados medicamentos, prometendo a eles a medicação até o fim dos testes. “Notamos que eram as mesmas pessoas que depois ingressavam na Justiça para conseguir esses remédios, como forma de forçar o ingresso dos medicamentos na lista do SUS, beneficiando determinado laboratório”, comenta o consultor jurídico do ministério Jean Keiji Uema.

Em 2003, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, com ajuda de um profissional da área de segurança pública e da Procuradoria-Geral do Estado, criou um núcleo de inteligência para investigar as ações judiciais em uma cidade do interior paulista. Em audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2009, relatório da Polícia Civil paulista, ao qual o Estado de Minas teve acesso, mostrou que depois de análise criteriosa foi descoberta a chamada “fidelização de advogados e medicamentos”: nas prescrições médicas, predominava o mesmo profissional, indicando a mesma droga, muitas vezes citando a marca do produto que deveria ser dispensado ao doente. “Identificamos características nos perfis deles, que chamamos de ‘advogados de marcas’ ou ‘advogados de um remédio só’”, diz o texto.

Na maioria das vezes, esses especialistas eram jovens, em início de carreira, assim como os médicos que prescreviam as substâncias. Todas as medicações eram de custo alto e prescritas como a última esperança para portadores de psoríase, uma doença autoimune inflamatória da pele. Ainda de acordo com o relatório, havia na história falsidade e outros delitos, bem como a existência de uma organização criminosa e articulada. Foi descoberta uma engrenagem que incluía uma ONG responsável por captar pacientes, médicos que prescreviam os medicamentos e advogados que entravam com as ações. O maior prejuízo, de acordo com a investigação, foi causado aos pacientes, pois muitos não eram portadores da doença. Os que tinham a patologia não apresentavam grau de gravidade que justificasse o uso do remédio, considerado de alto risco, por apresentar efeitos colaterais severos e que, inclusive, foi suspenso pela agência europeia de medicamentos.

“É uma relação promíscua e constante”, alerta o presidente da Comissão de Direito e Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Minas Gerais, Tadahirot Tsubouchi. Ele diz que há, sim, profissionais sendo induzidos por laboratórios, principalmente quando o caso envolve remédios caros e novos. “Há empresas que até chegam a fazer referência em sites para determinado advogado. É uma questão de ética. A OAB proíbe esse tipo de prática”, avisa.

Em nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM) informou ser contra qualquer tipo de interação entre advogados, médicos e a indústria farmacêutica no sentido de orientar prescrições e tratamentos com o intuito de obter lucros. “De forma prática, o CFM e os conselhos regionais possuem um arcabouço ético e jurídico – que tem força legal – que estabelece os limites para a atuação do médico, inclusive vetando a interação entre o profissional e os representantes da indústria. O médico que for acusado de práticas irregulares pode ser denunciado junto às entidades, que procederão às medidas cabíveis para apuração, análise e julgamento dos suspeitos”, diz o texto. Se condenado, o profissional fica sujeito a penalidades que incluem advertência, censura pública, suspensão do exercício profissional por tempo determinado e cassação do registro.

Abuso tira verba de reais necessitados

Os pedidos de medicamentos que visam a favorecer laboratórios ou parcerias questionáveis entre médicos e advogados acabam roubando recursos de quem realmente precisa de produtos não oferecidos pelo SUS. Pacientes cujo organismo cria resistência aos remédios e que precisam de constante inovação das drogas sofrem com a morosidade da Justiça para garantir o que lhes salva a vida. É o caso de portadores da doença conhecida como mieloma múltiplo. Há sete anos, Angela Maria de Castro Azevedo, de 58, está em tratamento para a enfermidade e diz já ter usado todas as medicações existentes no país. “Quando um remédio não dá mais resultado, é necessária outra opção”, diz. Angela foi a primeira paciente em Minas a conseguir, gratuitamente, o medicamento Lenalidomida, que custa, em média, R$ 20 mil para um mês de tratamento. A medicação é aprovada em 80 países, mas ainda não tem a chancela da Anvisa. “É preciso importar, o que gera atraso. Todo mês tenho que comprovar a necessidade, com declaração médica. É uma luta cansativa. Ver que há abusos é ruim, porque acaba prejudicando quem realmente precisa.”

Um desses procedimentos abusivos, na avaliação da assessora chefe da Assessoria Técnica em Judicialização da Secretaria de Estado da Saúde, Vânia Rabelo, é o caso em que os advogados entraram com mandado de segurança pedindo uma dieta especial para uma criança com alergia a leite. “A lata de leite especial requisitada custava R$ 400, sendo que poderia ser substituída por uma de R$ 90. Mandamos o caso para o Ministério Público e o advogado confessou que trabalhava para a tal empresa fabricante”, revela. E há casos mais curiosos: “Por determinação da Justiça, há seis meses entregamos a uma paciente uma dieta de coxinhas e empadinhas especiais, por recomendação de uma nutricionista”. Segundo ela, há casos de pacientes para os quais as medicações custam R$ 1 milhão mensal, sem eficácia comprovada por estudos científicos.

 Indústria defende parceria e vigilância

Para o presidente executivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Antônio Britto, não se pode colocar nos laboratórios a culpa de possíveis irregularidades. “Temos no Brasil 340 mil médicos, 25 mil medicamentos e 195 milhões de pacientes. Se existem 200 mil processos na Justiça, dizer que o fenômeno ocorre por causa de deslizes é não querer encarar a realidade”, diz. Ele afirma que, a partir do momento em que a Constituição diz que a saúde é gratuita e o governo não oferece medicamentos mais complexos, as famílias vão em busca de seus direitos.

 “Nenhum medicamento pode ser vendido sem que tenha o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É claro que a indústria quer os medicamentos na lista do SUS, mas isso é um direito do cidadão”, defende, dizendo desconhecer qualquer influência de má-fé dos laboratórios no fenômeno da judicialização. “Temos uma parceria com o Conselho Federal de Medicina e qualquer denúncia que vá contra o código de ética médica é averiguada.”

“Seríamos levianos se disséssemos que, por trás da grande demanda judicial, há, fundamentalmente, posturas inadequadas. Mas de fato, em alguns casos, há sim uma concentração de advogados e médicos no mesmo processo”, afirma o consultor jurídico do Ministério da Saúde Jean Keiji Uema. “Nossa intenção é trabalhar a conscientização do Judiciário. O SUS dispõe de políticas e procedimentos estabelecidos, que não estão sendo observados nas ações”, acusa, referindo-se a liminares para produtos não aprovados pela Anvisa.

O fato é que, diante de possíveis esquemas irregulares, órgãos públicos tentam deixar mais transparente o processo. A estratégia vai desde municiar o Judiciário com conhecimento técnico até uma exigência mais detalhada dos pedidos de medicamentos. Assim, pacientes que necessitam com urgência das medicações de alto custo têm a burocracia como novo adversário.

Presidente da ONG SOS Vida, o advogado Antônio Carlos Teodoro, chama atenção para os entraves enfrentados pelos pacientes . “O poder Judiciário tem que estar mais preparado. Em Belo Horizonte, criaram uma central que analisa se o medicamento solicitado pode ser substituído por outro existente no SUS. Isso não pode ocorrer. Se o paciente tem a recomendação médica, ela é soberana. Se o médico receitou, é porque conhece do assunto. O cidadão está sendo prejudicado. Se há indícios de irregularidade, é preciso que haja uma investigação séria”, pontua.

GARANTIA NA LEI

A Constituição Federal, nos artigos 6º e 196º, prevê o acesso universal às ações e serviços de saúde, como direito social e dever do Estado. A Lei 8.080/90, que instituiu o SUS, estabelece, em seu artigo 6º, que “é atribuição do Sistema Único de Saúde a execução de ações de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica”. Assim, se o poder público não fornece o medicamento de que os pacientes precisam, mas pelo qual não podem pagar, recorrer à Justiça é o caminho natural e legítimo. Foi o que fizeram, primeiramente, grupos de portadores de HIV/Aids, seguidos por outras associações de usuários de remédios de custo elevado. Para atender à procura por esses produtos sem a necessidade de o paciente recorrer à Justiça foi criado em 1993 o Programa de Medicamentos de Dispensação em Caráter Excepcional, que ganhou impulso em 1998, com a Política Nacional de Medicamentos. Ela incluiu a garantia de acesso da população aos produtos de alto custo para doenças de caráter individual.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2012/09/17/interna_gerais,317831/gasto-com-acoes-para-obtencao-de-remedios-e-recorde-em-minas.shtml


É possível evitar o pior -  Por Drauzio Varella


As cirurgias bariátricas evoluíram muito nas últimas décadas. Os métodos atuais de redução do estômago são bem mais seguros do que os “desvios” feitos nas alças intestinais na década de 1950. As técnicas progrediram das simples reduções das dimensões do estômago para as reduções associadas a “desvios” do trânsito intestinal e das secreções biliares e pancreáticas necessárias para a digestão dos alimentos.

Esses procedimentos que causavam tantas complicações até a década de 1990, hoje são realizados com índices de mortalidade comparáveis aos das grandes cirurgias abdominais. As cirurgias bariátricas são indicadas para a redução do peso corpóreo nos casos de obesidade refratária às mudanças do estilo de vida e aos medicamentos. Para evitar indicações abusivas, as associações médicas brasileiras e internacionais estabeleceram critérios rígidos baseados no Índice de Massa Corpórea (IMC).

O IMC é calculado dividindo-se o peso corpóreo (em quilograma) pela altura (em metro) elevada ao quadrado. O consenso inicial era considerar a possibilidade de operar apenas os pacientes com IMC igual ou maior que 40 kg/m2. Em seguida, essa indicação foi estendida para aqueles com IMC de pelo menos 35 kg/m2, que apresentassem problemas médicos como diabetes, doença coronariana, hipertensão grave, apneia do sono, limitações ortopédicas etc.

Nos últimos 20 anos, diversos ensaios clínicos demonstraram que esse tipo de intervenção não apenas provocava perdas de peso significantes e duradouras, mas tinha grande impacto no controle da glicemia nos pacientes com diabetes do tipo 2 (o mais comum), muitos dos quais ficavam livres dos remédios que haviam tomado durante anos.

Apesar dos resultados contundentes, os médicos demoraram pelo menos duas décadas para aceitar que uma intervenção cirúrgica fosse capaz de curar diabetes. A relutância em aceitar o óbvio tem uma explicação simples: todos nós aprendemos na faculdade que diabetes é incurável. Neste ano foram publicados dois estudos muito bem conduzidos, nos quais ficou demonstrado que a cirurgia bariátrica é mais eficaz no controle do diabetes do que as medidas convencionais de dieta, atividade física e medicamentos.

Esses resultados despertaram a curiosidade dos especialistas: se é assim, a cirurgia não deveria ser indicada mais cedo no curso da enfermidade? Um grupo sueco acaba de publicar no The New England Journal of Medicine um estudo prospectivo, iniciado em 1987, em que 1658 pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica (diversas técnicas) foram comparados com um grupo de 1.771 obesos tratados com dieta, atividade física e medicamentos.

Os participantes tinham entre 37 e 60 anos de idade. Os homens apresentavam IMC acima de 34 kg/m2 e as mulheres IMC acima de 38 Kg/m2. No início do acompanhamento, nenhum deles tinha diabetes. Cerca de dois terços dos participantes não entraram na análise final por não terem completado os 15 anos de evolução.

Entre os que foram seguidos por esse número de anos, 502 desenvolveram  diabetes: 392 no grupo controle e 110 no grupo submetido à cirurgia. A diferença em favor da cirurgia foi altamente significante: redução de incidência igual a 78%.

O valor do IMC inicial não fez diferença nos resultados finais; o tipo de técnica operatória também não.

Diabetes é uma doença que progride lentamente, na qual a sensibilidade à insulina e a capacidade de produzi-la diminuem com o tempo. O estudo sueco sugere que cirurgias bariátricas podem impedir que as anormalidades do metabolismo da glicose progridam para a instalação do diabetes. Apesar dos resultados intrigantes, é impraticável pretender prevenir diabetes por meio de cirurgia entre os milhões de obesos do mundo inteiro.

No Brasil, praticamente metade da população adulta está acima do peso saudável, número que cresce a cada censo. Há 12 milhões de brasileiros com diabetes.


Cientistas acreditam que alertas de saúde sobre pão são mitos

De torrada com manteiga quente ao simples sanduíche, o pão era base da dieta dos britânicos. Mas, nos últimos anos, o alimento tem sofrido de uma crise de imagem séria e tornou-se uma espécie de "bicho-papão" da saúde, sendo considerado um alimento a ser evitado. As informações são do Daily Mail.

Agora, porém, cientistas e nutricionistas acreditam que a maioria dos alertas de saúde sobre o consumo do pão é mito. Pesquisadores da British Nutrition Foundation disseram que as pessoas não estão consumindo as vitaminas e minerais vitais que estão contidas no pão. Há 20 anos eles dizem que o alimento é responsável por uma série de sintomas, incluindo fadiga, dor de estômago, inchaço e dores de cabeça, mas os pesquisadores passaram a negar estas informações.

Eles também contestam o fato de que as alergias a trigo estão aumentando. Além disso, o pesquisador chefe, Aine O'Connor, disse que, apesar de uma queda enorme no consumo de pão, a obesidade continua a piorar. O'Connor disse ainda que o pão fatiado branco, em particular, tinha sido injustamente "demonizado" por ativistas de saúde e programas de nutrição de TV.

O pesquisador ainda acrescentou que as alergias de trigo não estão aumentando, mas muitas pessoas estão incorretamente convencidas de que sofrem de intolerância ao trigo ou uma alergia ao glúten (proteína encontrada no trigo). "Os profissionais de saúde precisam dissipar os mitos", disse.

Uma pesquisa da University of Portsmouth, feita em 2010, descobriu que um em cada cinco adultos britânicos acredita que é alérgico a um alimento e, na maioria das vezes, culpam o trigo.


Pessoas que saboreiam refeição com atenção comem menos

Após uma série de estudos, cientistas da Universidade de Minnesota e da Texas A&M University defendem que prestar mais atenção na comida durante refeições não saudáveis pode fazer com que você opte menos vezes por essas alternativas. As informações são do site da revista Cosmopolitan.

Um dos estudos realizados analisou pessoas que contavam quantas vezes engoliam enquanto comiam opções não saudáveis. A conclusão foi que essas pessoas se sentiam satisfeitas mais rápido do que aquelas que simplesmente realizavam suas refeições sem prestar atenção em algo específico. Assim, consequentemente, comiam menores quantidades.


 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Os anjinhos que Deus manda para cuidar das mamães diabéticas

Procurando notícias para publicar no Infodiet encontrei esse vídeo:

http://terratv.terra.com.br/noticias/mundo/4201-386802/bebe-pega-o-celular-liga-para-avo-e-salva-a-vida-da-mae-.htm

A notícia tem alguns meses, mas eu não tinha visto ainda. Achei tão bunitinho!!! Fiquei me vendo no lugar dessa mãe e lembrei do dia em que minha mãe me encontrou desmaiada com hipo e a Bella em prantos tentando me acordar... Esses são os anjinhos que Deus mandam pra cuidar das mamães diabéticas!!!

Infodiet - 14/09/2012


Inf4   14/set/12


Principais notícias do dia sobre diabetes e saúde no Brasil e no mundo

Manchas na pele podem ser causadas pelo diabetes

Estas manchas são chamadas de acantose nigricans

O aparecimento de manchas escuras com aspecto aveludado na pele, especialmente em regiões de dobras como pescoço, axilas e virilha, pode ser um sinal do diabetes do tipo 2, caso mais comum da doença. De acordo com André Vianna, endocrinologista do Centro de Diabetes Curitiba (CDC), estas manchas são chamadas de acantose nigricans.
O médico explica que o problema se caracteriza pelo escurecimento e pelo endurecimento da pele. “A acantose está relacionada com o metabolismo da insulina e aparece em doenças que afetam este metabolismo, como o diabetes do tipo 2 e a obesidade”, sinaliza Vianna. No conjunto de doenças relacionadas nos adultos, pode estar vinculado a tumores malignos.
A modificação das manchas e até o desaparecimento delas pode vir com o tratamento destas outras doenças paralelas. “Em alguns casos, a acantose é herdada, mas certos medicamentos podem contribuir para a condição, como hormônios de crescimento e contraceptivos”, relata.
Vianna relata que o tratamento da acantose é difícil e que, na verdade, o que deve ser tratado é a doença que causa essas manchas na pele, e não as manchas em si. “Tratamentos dermatológicos, como cremes e loções, podem até ajudar a aliviar o escurecimento da pele, caso o paciente esteja incomodado com a aparência da área afetada, mas o importante é tratar a causa efetiva das manchas, seja ela o diabetes ou a obesidade”, finaliza.
Fonte: http://www.bemparana.com.br/noticia/230195/manchas-na-pele-podem-ser-causadas-pelo-diabetes

Campanha esclarece população do Rio sobre a acromegalia, doença que provoca crescimento excessivo em adultos

Uma doença ainda pouco conhecida mas que afeta milhares de pessoas no Brasil foi objeto de uma campanha de conscientização hoje (13) em três locais da grande movimentação da capital fluminense. Das 11 às 16 horas, médicos especializados no tratamento da acromegalia se juntaram a portadores da doença e a cuidadores dos pacientes para distribuir folhetos informativos e dar esclarecimentos à população na Central do Brasil, no centro, e em dois pontos da zona norte da cidade, o Mercadão de Madureira e o Complexo do Alemão.
Causada pela produção excessiva do hormônio de crescimento (GH), a acromegalia atinge a pessoa na idade adulta, tendo como consequência o aumento dos ossos da face e de extremidades do corpo, como as mãos e os pés, e também alterações em vários órgãos. Por ocorrer numa fase em que as cartilagens do crescimento já estão fechadas, a acromegalia se diferencia do gigantismo, como é chamado o crescimento por produção hormonal excessiva manifestado ainda na infância ou na adolescência. ''Muitas vezes a doença leva de 10 a 15 anos para ser diagnosticada'', disse Rita Domingues, coordenadora do Instituto Espaço da Vida, organização não governamental (ONG) responsável pela campanha de conscientização. ''Recentemente, tivemos o caso de uma paciente que só descobriu ser portadora de acromegalia porque procurou atendimento médico impressionada com o crescimento de sua língua'', disse. Segundo Rita Domingues, cerca de 3.200 pacientes de acromegalia estão atualmente em tratamento no Brasil, 400 deles no Rio de Janeiro.
O Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) é o principal centro de referência no atendimento a casos da doença no país. No Rio, há um centro de tratamento especializado no Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Considerado um dos maiores especialistas em acromegalia, o médico Marcello Bronstein, professor da Faculdade de Medicina da USP, participou da campanha no Rio. Segundo ele, '' a doença apresenta um quadro generalizado de crescimento da estrutura do organismo. Há aumento do coração, fígado, rins, intestinos e outros órgãos'', disse. Além das alterações no corpo, a acromegalia também produz uma longa lista de sintomas, entre eles suor excessivo, formigamento nas mãos, dores nas articulações, cansaço excessivo, alterações na visão, disfunções sexuais, diabetes, pressão alta e apnéia do sono.
No entanto, a doença é tratável, por meio de cirurgia ou de medicamentos. De acordo com Bronstein, o diagnóstico pode ser feito a partir de exames de dosagem do GH ou de curva glicêmica com dosagem do hormônio. ''Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maior será o sucesso no tratamento'', explicou o médico. A rede pública do Sistema Único de Saúde (SUS) já fornece medicamentos como o octreotida, que regula a produção de GH e o crescimento celular. Outros remédios para a acromegalia, como o pegvisomanto, ainda não estão disponibilizados nas unidades do SUS.
Fonte:http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6153160-EI306,00-Campanha+esclarece+populacao+do+Rio+sobre+a+acromegalia+doenca+que+provoca+crescimento+excessivo+em+adultos.html
 

Os benefícios do café

Muita gente não sabe, mas o café é uma fruta. Sim, é o fruto do cafeeiro, que depois de colhido é posto para secar.
Depois de torrado e moído é acondicionado em embalagens herméticas para não perder o aroma e outras propriedades.
Segundo alguns estudos, o hábito de consumir três ou quatro xícaras de café ao longo do dia ajuda a combater os radicais livres. O café também pode prevenir a depressão e o diabetes, além de ter muitos outros benefícios. Porém, para você obter todos os benefícios do cafezinho, ele deve ser consumido no máximo até meia hora depois de coado.
Tem gente que prepara o café, principalmente em escritórios, e o deixa numa garrafa térmica ao longo do dia. Desse modo perde-se todos os seus benéficos. Pior ainda é quando se prepara um café já adoçado.
Não se deve fazê-lo já misturado ao açúcar. O açúcar só deve ser misturado na xícara, no momento do consumo.
Café e Osteoporose
A osteoporose é um problema que se caracteriza pela diminuição da massa óssea que leva a uma diminuição da resistência do osso e aumento do risco de fratura.
Estudo realizado na Universidade de Trakya, na Turquia, mostrou que, ao contrário do que tem sido divulgado, não existe qualquer relação entre a cafeína e a osteoporose. Segundo o estudo, a cafeína não interfere na absorção de cálcio.
Café e prisão de ventre
Segundo nota publicada na revista Cafeicultura, o café também é um forte aliado no combate à prisão de ventre.
As propriedades químicas contidas na bebida estimula a movimentação do bolo fecal e ajuda a eliminar a constipação intestinal. Uma xícara por dia, já ajudaria a combater o problema.

Sem Cafeína
Para quem não pode ou não quer consumir cafeína, a versão descafeinada encontrada no mercado, possui apenas 0,1% de cafeína.
Café Coado ou Café Expresso?
Você também pode não saber, mas o café coado (filtrado) tem mais cafeína do que o café expresso.
Isso acontece porque, no preparo do coado, ele fica mais tempo em contato com a água, que extrai uma quantidade maior de cafeína.
O café coado, seja em papel filtro ou coador de pano, é menos “denso” - pois como fica mais tempo em contato com a água - tem o sabor e o aroma suavizados. Por isso as pessoas acham que o café expresso é mais forte (mais cafeína). Agora você sabe que não é bem assim.
Para não esquecer as nossas dicas de hoje, tome um delicioso cafezinho, pois ele ativa a memória.


 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Infodiet - 13/09/2012


Inf3   13/set/12
 

Principais notícias do dia sobre diabetes e saúde no Brasil e no mundo

 

Sociedade Brasileira de Diabetes promove o curso de insulinoterapia

A Sociedade Brasileira de Diabetes – Regional Santa Catarina, em parceria com a Regional Médica da Zona Carbonífera (RMZC), promove nesta terça-feira, dia 18 de setembro, em Criciúma, o curso gratuito de insulinoterapia. As aulas serão oferecidas com base em estudos clínicos e envolvendo diversas orientações sobre o início da terapia com insulina para pessoas com diabetes.

O curso de insulinoterapia será ministrado pelos médicos endocrinologistas, Fabíola Alves Batista, de Criciúma, e Jorge de Faria Maraschin, da cidade de Tubarão, e é voltado aos médicos clínicos da rede pública ambulatorial e hospitalar, além de médicos residentes.

De acordo com a endocrinologista, Fabíola Alves Batista, o objetivo é capacitar o clínico a fazer uma abordagem inicial em ambiente hospitalar, ao paciente diabético que necessita de insulinoterapia e de uma continuidade do
tratamento a nível ambulatorial. “Como o Diabetes Melitus é uma doença que vem alcançando proporções epidêmicas, é fundamental que o médico não especialista saiba identificar as situações em que se faz necessária uma intervenção terapêutica mais agressiva. Assim, com o objetivo de obter um melhor controle da doença, evitando suas complicações”, destaca Dra. Fabíola.

O Curso de Insulinoterapia será realizado no auditório da Unimed Criciúma, às 19h30min.

O quê: Curso de Insulinoterapia – promovido pela Sociedade Brasileira de Diabetes – Regional Santa Catarina e apoiado pela Regional Médica da Zona Carbonífera (RMZC).

Quando: 18 de setembro, das 19h30min às 22 horas.

Onde: Auditório da Unimed – Rua Estevão Emílio de Souza, 201 – Próspera – Criciúma (SC)

Inscrições:
Gratuitas - Informações e inscrições pelo telefone (48) 9146-7337 ou pelo e-mail
sbdsantacatarina@yahoo.com.br

 

Nova organização de pesquisa pode marcar o fim de dietas loucas e altas taxas de obesidade

Em resposta ao aumento disparado de casos de obesidade e diabetes nos EUA atualmente e aos $150 bilhões estimados em gastos de assistência à saúde relacionados, um grupo de respeitados médicos e cientistas das áreas de endocrinologia, metabolismo, diabetes, obesidade e nutrição, lançam hoje nova organização, sem fins lucrativos, para responder, finalmente, e com certeza científica, à pergunta: "O que devemos comer para ser saudáveis?"

A Nutrition Science tem como objetivo reduzir dramaticamente o encargo econômico e social da obesidade e das doenças a ela relacionadas, aperfeiçoando significativamente a ciência da nutrição. A NuSc busca esclarecer de maneira não ambígua a relação entre dieta e obesidade e doenças correlacionadas como resultado da aceitação crescente de que a ciência da nutrição é - e historicamente tem sido - significativamente precária, se comparada a outras disciplinas científicas como a química, biologia ou física.


Fonte: Nutrition Science Initiative

 

 A ação oferece 17 opções de medicamentos para diabetes, hipertensão e asma que podem ser retirados gratuitamente em mais de 20 mil farmácias em todo o País.
O Saúde Não Tem Preço – marca do Aqui Tem Farmácia Popular – beneficia cada vez mais brasileiros e amplia o acesso ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Medicamentos para diabetes e hipertensão são distribuídos gratuitamente à população desde fevereiro de 2011 e para asma, desde junho deste ano. Desde sua implantação, o Saúde Não Tem Preço já beneficiou 10,9 milhões de pessoas.

Deste total, 10,7 milhões se referem somente a pacientes com diabetes e hipertensão. O total mensal de atendimentos passou de 853 mil, em janeiro de 2011, para 4,1 milhões, em agosto em 2012, uma ampliação de acesso de 383%.

Em junho deste ano, com intuito de aumentar o acesso e diminuir o número de internações por asma, o governo federal decidiu incluir no Saúde Não Tem Preço três medicamentos para asma, beneficiando 204 mil pessoas em três meses – 111% de aumento. Ao total, são 17 medicamentos gratuitos para diabetes, hipertensão e asma. 

Em todo o País, são mais de 20 mil farmácias, entre públicas e particulares credenciadas, que distribuem os medicamentos. Para obter os produtos disponíveis no Saúde Não Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica dentro do prazo de validade. Pessoas com mais de 60 anos ou com dificuldades de locomoção ficam dispensadas da presença física, podendo o medicamento ser retirado com procuração por familiares ou amigos. 

FARMÁCIA POPULAR – Criado em 2004 para ampliar o acesso da população a medicamentos para as doenças mais comuns entre os cidadãos, o programa Farmácia Popular do Brasil oferta medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto. São medicamentos para o tratamento de doenças como colesterol, osteoporose, doença de Parkinson, além de contraceptivos e fraldas geriátricas.

No último ano, o programa registrou um crescimento de 300% no número de pessoas beneficiadas, saltando de 1,2 milhão em janeiro de 2011 para 5 milhões em agosto de 2012.

O número de farmácias que ofertam esses medicamentos também aumentou. A participação das farmácias privadas credenciadas cresceu de 14 mil, no ano passado, para cerca de 20 mil, em 2012. No mesmo período, o número de municípios cobertos com farmácias credenciadas passou de 2.467 para 3.353. Desses, 1.060 são municípios de extrema pobreza – eram 578, em 2011. A meta é contemplar mais 1.305 municípios de extrema pobreza até 2014.

Na rede pública de saúde, o ministério ampliou a quantidade de produtos da lista de medicamentos do SUS de 342, em 2008, para 550, em 2010. Este ano, a lista já soma 810 itens.


  
Estudo: ômega 3 não reduz risco de AVC e ataque cardíaco
 

Um novo estudo contesta a capacidade dos ácidos-graxos ômega 3 de evitar derrames, ataques cardíacos ou até mesmo a morte, apesar de serem aclamados há anos pela capacidade de melhorar a saúde do coração. A pesquisa, que acompanhou cerca de 70 mil pacientes de um hospital da Grécia que receberam suplementos de ácidos-graxos poliinsaturados ômega 3, será publicado na edição desta quarta-feira (12) do periódico Journal of the American Medical Association (JAMA).
Segundo os cientistas, pacientes do Hospital Universitário de Ioannina não demonstraram redução estatisticamente significativa de óbitos ou de doenças do coração e questionaram se o ômega 3 deveria ser administrado com o objetivo de otimizar a saúde cardíaca do doente. "Nossas descobertas não justificam o uso de ômega 3 como uma intervenção estruturada na prática clínica cotidiana ou indicam uma dieta rica em ômega 3", explicou Evangelos Rizos, principal autor do estudo.

Após examinar 20 estudos compreendendo um total de 68.680 pacientes aleatórios, os cientistas reportaram a ocorrência de 7.044 óbitos, 3.993 óbitos de causas cardíacas, 1.150 mortes repentinas, 1.837 ataques cardíacos e 1.490 derrames. Uma análise destes números não indicou qualquer associação "estatisticamente significativa" com as mortes por causas variadas e óbitos por causas cardíacas, morte súbita, ataque cardíaco e derrame quando considerados os estudos sobre os suplementos.
Com base em uma série de testes clínicos, há anos profissionais de saúde enaltecem os benefícios do ômega 3, mas os autores destacaram que outras pesquisas fracassaram em sustentar estas afirmações.

O informe publicado no JAMA destacou que algumas agências reguladoras nacionais da Europa aprovaram a administração de suplementos de ômega 3 para reduzir o risco de ataque cardíaco e derrame.
Embora afirmem que é preciso fazer mais pesquisas, os cientistas destacaram ser possível que estudos demonstrando algum benefício para a saúde cardíaca com a ingestão de ácidos-graxos ômega 3 "podem se dever à sua habilidade em reduzir os níveis de triglicerídios, prevenir arritmias sérias, diminuir a agregação plaquetária e diminuir a pressão sanguínea".


 
Alimentos certos e atitudes ajudam a combater compulsão por doce e gordura

Cada pessoa tem seu tipo predileto de “confort food”, aquela comida que traz conforto depois de um dia difícil. Para alguns, a caixa de bombons é a válvula de escape. Para outros, é a travessa inteira de batata frita com bastante sal. E quem já fez algumas dietas na vida sabe como é difícil cortar esses “venenos” que a gente usa como “prêmio de consolação”.
Para o psicoterapeuta Mike Dow, autor de “Dieta das Emoções - Como manter a saúde sem se tornar refém das oscilações de humor" (ed. Lua de Papel), a chave para não cair nesse tipo de armadilha e lançar toda a reeducação alimentar pelo ralo é a substituição. E isso deve ser feito de duas maneiras: com alimentos saudáveis e atividades que estimulam duas substâncias cerebrais envolvidas no bem-estar: a serotonina e a dopamina.

Dow é especialista em dependências e coapresentador de um programa de TV americano do canal TLC chamado “Freaky Eaters”, que conta histórias de viciados em hambúrgueres e pizzas. Ele próprio confessa que se “automedicou” com macarrão instantâneo por anos a fio. O péssimo hábito teria começado na adolescência, quando o irmão de 10 anos sofreu um raro AVC, os pais se divorciaram, o dinheiro da família minguou e ele passou a sofrer crises de ansiedade.
“Eu melhorava meu astral tomando cinco ou seis latas de refrigerante cheio de açúcar de dia, e reprimia minhas constantes preocupações com uma interminável série de lanches. Eu almoçava na escola um pacote de batatas fritas e chupava balas como se fossem pílulas. Sentado sozinho à mesa da cozinha enquanto minha mãe levava meu irmão para intermináveis consultas no hospital, eu encontrava conforto comendo ruidosamente uma grande tigela de macarrão instantâneo”, conta Dow, no livro.

O terapeuta relata que, de vez em quando, ainda usa o prato de carboidratos para se sentir reconfortado durante depressões noturnas. Mas agora tem controle sobre o que ele chama de “alimento-cilada”. Com uma dieta saudável e atividades que lhe dão prazer – incluindo a profissão que escolheu – ele está dez quilos mais magro e com os níveis de colesterol em dia.
Química cerebral

O primeiro passo para seguir o plano proposto por Dow é entender como os alimentos ricos em gordura ou açúcar afetam a química do cérebro. O autor cita uma pesquisa científica que mostra como ratos de laboratório submetidos a dietas com alta taxa desses nutrientes desenvolvem uma dependência tão forte quanto a provocada pelas drogas.
Ele explica que o processo de vício pela comida envolve, basicamente, dois neurotransmissores, substâncias que funcionam como mensageiros químicos no cérebro: a serotonina e a dopamina.

A primeira é associada à saciedade e ao bem-estar – pessoas com baixos níveis desse hormônio se sentem ansiosas, pessimistas e podem ter problemas de autoestima. Segundo Dow, a falta serotonina leva à ânsia por alimentos açucarados.